Coreia do Norte condena família inteira, incluindo bebê de 2 anos, à prisão perpétua por posse de Bíblia Sagrada
Uma família inteira, incluindo um bebê de apenas 2 anos, foi condenada à prisão perpétua na Coreia do Norte por serem flagrados com um exemplar da Bíblia Sagrada. A informação chocante foi revelada no Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2022, elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que traz dados atualizados sobre a perseguição religiosa no país governado por Kim Jong-un.
Segundo o relatório, a família foi punida em 2009, representando apenas uma entre milhares de cristãos que são presos na Coreia do Norte simplesmente por professarem sua fé em Cristo. Estima-se que pelo menos 70 mil cristãos estejam atualmente detidos no país por motivos religiosos. Além disso, existem entre 200 mil e 400 mil cristãos vivendo clandestinamente na nação.
A Coreia do Norte ocupa o primeiro lugar na Lista Mundial da Perseguição, organizada pela missão Portas Abertas, há 21 anos consecutivos. Em 2022, os níveis de pressão e violência atingiram o ponto mais alto de todos os tempos. Isso se deve ao aumento significativo de prisões de cristãos e ao descobrimento e fechamento de igrejas secretas. Além disso, entrou em vigor a nova lei do pensamento Antirreacionário, que criminaliza a posse de qualquer material publicado de origem estrangeira.
Essa condenação à prisão perpétua de uma família inteira, incluindo uma criança de apenas 2 anos, por causa de uma Bíblia Sagrada, destaca o grave desrespeito aos direitos humanos e à liberdade religiosa na Coreia do Norte. Organizações internacionais e defensores dos direitos humanos condenam vigorosamente essas práticas e pedem que a comunidade internacional tome medidas para pressionar o regime norte-coreano a respeitar os direitos fundamentais de seus cidadãos.
A situação dos cristãos na Coreia do Norte continua sendo uma preocupação global, e é necessário um esforço coletivo para garantir que todas as pessoas possam exercer livremente sua fé, sem medo de represálias ou perseguição. O relatório de 2022 ressalta a necessidade urgente de conscientização e ação para combater a violação dos direitos religiosos e garantir a liberdade de crença em todo o mundo.