Corregedoria da Secretaria de Segurança Inicia Processo de Demissão Contra Delegados e Comissário

 

A Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria de Segurança Pública iniciou, nesta segunda-feira (25), um processo disciplinar com o objetivo de demitir os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do comissário Marco Antônio de Barros Pinto, por envolvimento no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Rivaldo Barbosa, apontado como o mentor do crime, e os demais implicados, Giniton Lages e Marco Antônio, são acusados de obstruir as investigações para proteger Domingos e Chiquinho Brazão, suspeitos de serem os mandantes do assassinato. Os irmãos Brazão foram detidos no último domingo (24), reforçando as suspeitas sobre a participação dos policiais civis no caso.

A decisão de abrir o inquérito pela CGU segue a suspensão das funções públicas dos envolvidos, medida anteriormente tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Rivaldo Barbosa, que também foi preso na operação de domingo, encontra-se detido no presídio federal de Brasília. Por outro lado, Giniton Lages e Marco Antônio foram submetidos a busca e apreensão, além de serem obrigados a usar tornozeleira eletrônica.

Os laços de Rivaldo Barbosa com os irmãos Brazão, apontados como um dos principais elementos de sua acusação, remontam a um dia antes do crime, data em que assumiu o cargo de delegado, exercendo controle sobre o processo de execução. Giniton Lages, inicialmente responsável pela investigação do caso, é acusado de desviar o curso das investigações, enquanto Marco Antônio de Barros Pinto é acusado de colaborar nesse desvio através do uso de depoimentos falsos entre outras táticas.

Em busca de transparência e justiça, a Corregedoria solicitou acesso integral ao inquérito da Polícia Federal sobre os assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, cujo sigilo foi levantado por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

A repercussão do caso também afetou a carreira acadêmica de Rivaldo Barbosa, demitido da Universidade Estácio de Sá, onde lecionava Direito desde 2003. A universidade confirmou sua saída, destacando que já foram tomadas as medidas necessárias para a continuidade das atividades acadêmicas sem sua presença.

Este processo de demissão destaca o compromisso das autoridades em punir os responsáveis e esclarecer todas as circunstâncias que envolvem o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, um caso que continua mobilizando a sociedade brasileira na busca por justiça.