Coronavírus: prefeitura contrata presidiários para que eles comecem a cavar covas em cemitério
Diante da atual situação, em que a pandemia continua avançando, as autoridades vão buscando novas soluções.
Nova York é o epicentro da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos, a situação por lá vem deixando a população em pânico e as autoridades em alerta máximo, já que não conseguem barrar o avanço da Covid-19, que já infectou milhares de pessoas e continua fazendo vítima.
Diante deste cenário a prefeitura de Nova York resolveu convocar alguns presidiários para eles cavarem covas coletivas no cemitério da ilha de Hart.
Esses presidiários receberão o valor de 6 dólares por hora para trabalharem nesse projeto na ilha que é uma espécie de cemitério público onde continuarão sendo sepultados pobres e também indigentes, de acordo com as informações do portal The Intercept.
A reportagem feita pelo The Intercept diz que esta informação chegou a ser confirmada pelo porta-voz de Bill de Blasio, prefeito de Nova York.
O político teria ressaltado ainda que esse serviço não é nenhuma novidade, pois há anos os presidiários já realizam trabalhos que não são específicos para uma pandemia, como esta causada pelo novo coronavírus.
O que chamou a atenção neste caso é que o valor de 6 dólares a hora é bem superior ao que vinha sendo pago para os detentos que realizam trabalhos assim.
O site Business Inside informou que esse cemitério público na ilha de Hart vem sendo mantido com o trabalho dos presidiários de Rilkers e é um dos poucos locais na região que poderia receber um grande número de vítimas, caso a pandemia cause mais algumas milhares de mortes em Nova York.
A cidade já registrou mais de 75 mil casos do novo coronavírus e especialistas acreditam que este número irá subir muito mais nos próximos dias. Nos Estados Unidos já são mais de 175 mil casos confirmados, com quase 4 mil mortos, já tendo ultrapassado a China, onde a pandemia começou.