CRISE NA ALERJ: BOLSONARISTAS FRACASSAM EM TENTATIVA DE SOLTAR BACELLAR E VOTAÇÃO É ADIADA

 

A noite desta sexta-feira foi marcada por uma reviravolta política que expôs fragilidades profundas na base aliada do governador Cláudio Castro e do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, preso e apontado pela Polícia Federal como informante do Comando Vermelho. Apesar de intensa articulação nos bastidores, o grupo governista não conseguiu os 36 votos necessários para aprovar a soltura de Bacellar. O recado, por enquanto, foi claro: a Assembleia Legislativa não se dobrou à pressão — pelo menos não ainda.

Até o fechamento desta matéria, apenas 24 deputados se dispuseram a votar pela liberdade do mandatário da Alerj, número muito abaixo do quórum exigido. O clima nos corredores do Palácio Tiradentes é de constrangimento, especialmente entre parlamentares da direita, que historicamente se apresentam como linha dura contra o crime organizado, mas agora lideram justamente o movimento em favor de um político acusado de colaboração com facção criminosa.

A articulação pela soltura de Bacellar é puxada principalmente por nomes como Rodrigo Amorim, Alan Lopes, Poubel, Alexandre Knoploch, entre outros deputados alinhados ao bolsonarismo. A tentativa de mobilização, porém, não rendeu o efeito esperado, gerando desconforto dentro e fora da base.

Nos bastidores, há relatos de que alguns deputados estão sendo pressionados por lideranças políticas e até por grupos externos para apoiar o habeas corpus político. Entretanto, a resistência cresce de forma silenciosa — e estratégica. Deputados temem associar sua imagem à defesa de alguém investigado pela PF por ligações com o CV, especialmente às vésperas do início das articulações para as eleições de 2026.