Crivella articula com aliados barrar impeachment na Câmara

Em um cenário completamente diferente do que enfrentou em 2019, quando teve um pedido de impeachment negado pela Câmara dos Vereadores do Rio, Crivella agora enfrenta dois processos de afastamento. Um deles é assinado pela deputada estadual Renata Souza (Psol), pré-candidata à prefeitura, e outro pelo vereador Átila A. Nunes (DEM). Os dois documentos foram apresentados após a denúncia da TV Globo sobre o uso de funcionários comissionados pelo prefeito para impedir a apuração da imprensa na porta de hospitais públicos.

A Casa Legislativa irá decidir nesta quinta-feira (3), se aceitará ou não a tramitação do processo de afastamento do chefe do executivo da Capital. Para que a denúncia siga adiante, é necessária a aprovação da maioria dos vereadores presentes, ou seja, 26 votos no total.

No entanto, Crivella também conta com o apoio de alguns parlamentares aliados, que além de serem integrante do governo, tentam encontrar uma forma para que o pedido seja rejeitado. A articulação entre Crivella e seus aliados nesta quarta-feira (2), véspera da votação, é intensa. No entanto, até mesmo seus aliados julgam a situação como ‘flagrante e complicada’.

Os pedidos de afastamento de Crivella surgiram após uma reportagem da TV Globo mostrar que o prefeito teria utilizado verbas públicas para atrapalhar a apuração da imprensa nas portas de hospitais públicos. Entre as provas, estava o grupo formado em WhatsApp chamado ‘Guardiões do Crivella’, que era usado para coordenar as ações do grupo contra a imprensa, e tinha a participação do prefeito e seu vice.

Em seu pedido, a deputada Renata Souza argumenta que a existência desse grupo configura ‘flagrante de inobservância dos princípios de probidade administrativa, em especial honestidade, imparcialidade e legalidade, além de um possibilidade de crime por responsabilidade.

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