Crivella perde foro privilegiado e será julgado pela Justiça comum

 

Afastado no dia 22 de dezembro do último ano, o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) deixou o cargo com a posse de Eduardo Paes. Desta forma, o bispo, investigado por lavagem de dinheiro, perdeu o foro privilegiado e as investigações do caso ‘QG da Propina’ serão feitas pela Justiça comum, depois do caso retornar para a primeira instância. A determinação foi assinada pela desembargadora do Tribunal de Justiça (TJRJ), Rosa Helena Macedo Guita, a mesma que assinou a decisão da prisão dele no ano passado.

Os autos do processo estão previstos para serem redistribuídos para a 1ª Vara Criminal Especializada de Combate ao Crime Organizado na próxima quarta-feira (6). A decisão foi emitida somente após Crivella deixar oficialmente o cargo de prefeito, a partir do dia 1º de Janeiro de 2021.

Crivella foi preso faltando nove dias para deixar o cargo durante uma operação do MPRJ e da Polícia Civil, em um desdobramento da investigação do suposto “QG da Propina” na Prefeitura do Rio.

O bispo ficou quase 24 horas preso na Cadeia de Benfica, mas foi determinado que o político ficaria em prisão domiciliar. A magistrada Rosa Helena determinou que todos os eletrônicos, tablets e celulares devem ser retirados da casa e os sinais devem ser interrompidos pelas operadoras.

“Retirando os terminais telefônicos fixos, computadores, tablets, laptops, aparelhos de telefone celular e smart tvs, de forma a dar fiel cumprimento à medida”, diz um trecho do despacho. Na decisão, a magistrada prossegue as determinações: “Determino ainda seja oficiado às empresas de telefonia fixa e internet a fim de interromperem os respectivos sinais. Determino, por fim, seja providenciada a colocação de dispositivo de monitoramento eletrônico no paciente.”, escreveu na decisão.