A pesquisa Datafolha divulgada com entrevistas realizadas entre os dias 18 e 21 de agosto mostra a deputada federal Benedita da Silva (PT) na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro. Considerando a média da soma dos dois votos declarados pelos entrevistados, a petista aparece com 15%, quase o dobro do percentual registrado pelos dois candidatos que vêm logo atrás.
Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) aparecem empatados com 8% cada. Na sequência, Marcelo Crivella (Republicanos), Monica Benicio (PSOL) e Pedro Paulo (PSD) registram 6% cada, formando um grupo embolado na disputa pelas primeiras posições.
O levantamento também mostra uma distância significativa entre os principais nomes e os candidatos que aparecem nas posições seguintes. Waguinho (Republicanos) soma 3%, enquanto André Monteiro (Democrata), Marcos Dias (Podemos) e Michelly Xavier (UP) alcançam 2% cada.
Com 1% aparecem Helio Secco (Missão), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugenio (PCO), Paula Falcão (PSTU) e Vinicius Benevides (UP). Ó Clemente (Democrata) foi citado pelos entrevistados, mas não alcançou 1% no levantamento.
Um dos principais destaques da pesquisa, no entanto, está entre os eleitores que ainda não demonstram preferência por um nome. Branco, nulo ou nenhum candidato somam 23%, enquanto 12% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.
Somados, os percentuais de eleitores que indicaram branco, nulo, nenhum ou que ainda não sabem representam 35% das respostas, sinalizando um cenário ainda aberto para a disputa. Esse contingente pode ser decisivo durante a campanha, principalmente para candidatos que buscam ampliar sua presença entre os eleitores indecisos.
A eleição para o Senado em 2026 terá uma característica diferente da disputa tradicional para uma única vaga: os eleitores fluminenses escolherão dois senadores. Por isso, a metodologia que considera a soma do primeiro e do segundo voto ajuda a apresentar uma fotografia mais ampla da preferência do eleitorado.
O desempenho de Benedita da Silva chama atenção justamente por colocá-la isolada na liderança, enquanto um grupo formado por Jordy, Portinho, Crivella, Monica Benicio e Pedro Paulo aparece relativamente próximo entre si.
Apesar dos números, a pesquisa representa apenas o cenário registrado no período das entrevistas. Até a votação, mudanças na campanha, alianças, debates, exposição dos candidatos e movimentações políticas podem alterar significativamente as intenções de voto.
A disputa pelo Senado no Rio, portanto, começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda apresenta espaço para mudanças. Com mais de um terço dos entrevistados entre votos brancos, nulos, nenhum candidato ou indecisos, a corrida permanece aberta e promete ser uma das mais disputadas do cenário eleitoral fluminense.