Uma presença familiar da televisão deixou o público de luto nesta sexta-feira, 9 de outubro. Conhecido por anúncios que atravessaram gerações e por uma frase reconhecida pelos telespectadores, um garoto-propaganda foi encontrado morto em sua residência. A notícia trouxe à memória campanhas que marcaram os anos 2000 e transformaram um vendedor em personagem popular.
Trata-se de Juarez Aparecido Pontes Fernandes, que conquistou projeção como Juarez da Tekpix. Seu rosto se tornou associado às câmeras digitais oferecidas em programas de televisão, enquanto o bordão “Vamos falar de coisa boa?” passou a acompanhar sua trajetória e a identificação com o público.
. A confirmação também apareceu nas redes sociais de Eloana Pontes, prima do apresentador, que publicou uma homenagem em nome da família. Na mensagem, ela destacou a perseverança, a criatividade e a determinação do profissional, que estava passando por depressão nos últimos meses
Os familiares lembraram que Juarez construiu seu espaço na televisão com uma maneira própria de se comunicar. A despedida ressaltou o carinho deixado por ele e a permanência de sua lembrança entre as pessoas próximas. Nas redes sociais, espectadores também lamentaram a perda e recordaram o período em que suas propagandas faziam parte da programação cotidiana.
A carreira ganhou destaque pela apresentação rápida dos produtos, pelas ofertas anunciadas e pelas condições de pagamento detalhadas diante das câmeras. Com o passar do tempo, sua associação à marca se tornou tão forte que o nome comercial praticamente acompanhava sua identidade pública, mesmo depois do encerramento das vendas das câmeras.
Essa ligação foi comentada pelo próprio Juarez durante uma entrevista ao programa The Noite, apresentado por Danilo Gentili, no SBT, em setembro de 2019. Na ocasião, ele demonstrou orgulho do reconhecimento conquistado e afirmou que desejava continuar sendo lembrado pelo trabalho realizado com a Tekpix.
Durante a conversa, contou que guardava uma câmera de cada modelo divulgado. Segundo seu relato, foram nove modelos comercializados ao longo de 14 anos. A cada mudança de campanha, o aparelho utilizado nas apresentações ficava com ele, formando uma coleção ligada à trajetória profissional e às diferentes etapas da publicidade da marca.
Também não foram apresentados detalhes sobre velório e sepultamento na reportagem consultada. O portal informou que não havia conseguido contato com familiares ou representantes do apresentador. Assim, permanecem sem esclarecimento público aspectos da despedida e das circunstâncias em que ele foi encontrado.
A morte encerra a trajetória de um rosto que se tornou reconhecível pela repetição dos comerciais e pela proximidade com os telespectadores. Para quem acompanhou aquela época, a lembrança permanece ligada à voz, ao entusiasmo nas apresentações e à frase que virou sua assinatura na televisão brasileira.





