O cenário político brasileiro voltou a ferver após a apresentação de um projeto controverso pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), autodeclarado “ex-gay”. O parlamentar protocolou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.087/2025, que institui o “Dia Nacional do Orgulho Heterossexual”, a ser celebrado anualmente no terceiro domingo de dezembro. A proposta rapidamente ganhou repercussão e dividiu opiniões em todo o país.
Segundo Isidório, a criação da data tem como objetivo “dar visibilidade” aos heterossexuais, que, segundo o deputado, estariam sendo marginalizados no debate público atual. Ele argumenta que o reconhecimento oficial seria uma forma de “proteger valores familiares” e combater o que considera um discurso de desvalorização da heterossexualidade. A justificativa, no entanto, levantou críticas intensas de especialistas, ativistas e parlamentares, que classificaram o texto como discriminatório, desnecessário e uma tentativa de provocar minorias.
Movimentos LGBTQIA+ reagiram de imediato, afirmando que datas como o Dia do Orgulho LGBTQIA+ existem por motivos históricos relacionados à violência, à exclusão e à luta por direitos básicos — contextos que não se aplicariam aos heterossexuais, grupo que jamais enfrentou marginalização institucional. Para eles, o projeto reforça uma narrativa distorcida e pode estimular discursos de ódio.
Apesar das críticas, Isidório defende a proposta como legítima e afirma que não recuará. O tema deve gerar embates acalorados nas comissões da Câmara, onde o projeto será analisado antes de ir ao plenário.
Enquanto isso, nas redes sociais, o debate se intensificou: de um lado, apoiadores que veem a proposta como resistência cultural; do outro, críticos que a consideram provocação política em um momento de grande sensibilidade social. O Brasil agora aguarda os próximos capítulos dessa nova e polêmica pauta nacional.