DESCANSE EM PAZ, FUTRICA: CAMPO GRANDE SE DESPEDE DE UM ÍCONE DA ALEGRIA

 

 

Campo Grande amanheceu mais silencioso. A Zona Oeste do Rio de Janeiro perdeu, nesta semana, uma de suas figuras mais queridas e marcantes: Jorge Enildo, carinhosamente conhecido como “Futrica”, um homem que, mesmo sem possuir riqueza material, distribuía algo muito mais valioso — alegria genuína, daquelas que iluminam qualquer esquina, qualquer roda de conversa, qualquer coração.

Morador da Rua Eduardo Studart, Jorge cresceu e viveu grande parte de sua vida no bairro que o abraçou como família. Órfão de pai e mãe, ele encontrou no convívio com vizinhos, comerciantes, moradores antigos e novos a estrutura afetiva que o acompanhou por toda a sua trajetória. E todos que o conheceram contam a mesma história: onde Futrica chegava, o ambiente mudava. As pessoas sorriam antes mesmo de ele dizer qualquer palavra, porque sua presença já carregava leveza, simplicidade e uma alegria contagiante.

Com seu jeito espontâneo, suas brincadeiras e seu riso fácil, Futrica se tornou parte da identidade local, um daqueles personagens que parecem eternos, porque marcam, tocam e acolhem. Ele não precisava de muito para fazer o dia de alguém melhor — bastava aparecer. Bastava ser ele.

A notícia de sua partida trouxe um imenso sentimento de vazio para quem convivia com ele diariamente ou apenas cruzava seu caminho de vez em quando. Faltam palavras e sobra tristeza, como muitos moradores desabafaram nas redes sociais e nas calçadas do bairro, onde lembranças e histórias surgem a todo momento.

Hoje, Campo Grande chora, mas também agradece. Agradece pelo riso, pela leveza, pela humanidade, pela capacidade de transformar simples encontros em momentos inesquecíveis.

Que o Senhor o receba em Seus braços.
Descanse em paz, Futrica. Seu brilho jamais será esquecido.