A disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro ganhou mais um capítulo importante e agora está concentrada no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-prefeito Eduardo Paes continua defendendo a realização de um segundo turno nas eleições estaduais de 2026 e afirma que a vontade dos eleitores, expressa nas urnas no dia 4 de outubro, precisa ser respeitada.
Em declaração sobre o caso, Paes afirmou: “É preciso respeitar a vontade das urnas expressa no dia 4 de outubro, e o Rio escolheu ter segundo turno”. A manifestação reforça a posição de seu grupo político, que questiona a decisão que acabou alterando o cenário eleitoral após a anulação dos votos de Anthony Garotinho.
Inicialmente, a disputa apresentava Eduardo Paes com 42,76% dos votos válidos, enquanto Douglas Ruas havia alcançado 49,27%. Entretanto, a anulação de 274.411 votos atribuídos a Garotinho provocou uma mudança significativa na contagem. Com a retirada desses votos, Douglas Ruas passou a ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos, chegando a aproximadamente 50,88%, resultado que permitiu sua declaração de vitória no primeiro turno.
A mudança provocou questionamentos e abriu uma batalha jurídica envolvendo os grupos políticos interessados no resultado da eleição. O PSD, partido de Eduardo Paes, levou a discussão ao Supremo Tribunal Federal por meio da ADPF 1362, defendendo que a população fluminense deveria ter a oportunidade de decidir o resultado em uma segunda votação.
A argumentação gira em torno dos efeitos da anulação dos votos e da interpretação das regras eleitorais. Para o grupo de Paes, a situação exige uma análise judicial sobre a legitimidade da alteração no resultado e sobre a possibilidade de realização do segundo turno.
O caso, porém, está longe de representar uma vitória judicial definitiva para o ex-prefeito. Um pedido anterior relacionado à disputa já havia sido negado pelo ministro Cristiano Zanin, e a insistência na realização de uma nova votação mantém o assunto no centro das discussões políticas e jurídicas do estado.
Enquanto isso, Douglas Ruas permanece no centro da disputa, aguardando os desdobramentos judiciais que podem definir os próximos passos da sucessão estadual.
A pergunta que movimenta os bastidores da política fluminense é se o STF poderá determinar uma nova votação ou se será mantido o resultado proclamado após a retotalização dos votos.
Por enquanto, não existe autorização definitiva para a realização do segundo turno. A decisão judicial será determinante para esclarecer o futuro da eleição e encerrar a incerteza que envolve o comando do Governo do Rio de Janeiro.