Dona do Sol?” Mulher registra estrela em cartório e diz que vai cobrar taxa mundial pelo uso

 

Uma história inusitada está chamando atenção nas redes sociais e gerando debates curiosos sobre propriedade e limites legais. Uma mulher afirma ter “comprado o Sol” e registrado a posse em cartório, alegando agora ter o direito de cobrar pelo uso da luz solar em todo o planeta.

Segundo a própria autora da iniciativa, a ideia surgiu após ela perceber que não existia um proprietário oficial declarado para o Sol. Com base nisso, ela decidiu formalizar a “aquisição” por meio de um registro em cartório, acreditando que isso lhe daria respaldo legal para reivindicar direitos sobre a estrela que ilumina a Terra.

A proposta, no entanto, levanta questionamentos imediatos. Especialistas em direito internacional apontam que corpos celestes não podem ser apropriados por indivíduos. Tratados como o Acordo do Espaço Exterior, adotado por diversos países, determinam que nenhum planeta, estrela ou objeto espacial pode ser reivindicado como propriedade privada ou estatal.

Apesar disso, a mulher afirma que pretende enviar cobranças simbólicas a governos e até criar uma taxa global pelo uso da luz solar. A declaração rapidamente viralizou, dividindo opiniões entre internautas: alguns encaram o caso com humor, enquanto outros questionam a validade do registro.

Juristas reforçam que um documento em cartório não tem poder para legitimar a posse de algo que, por lei, é considerado patrimônio comum da humanidade. Ainda assim, o caso serve como exemplo curioso de até onde podem ir interpretações criativas da lei.

Enquanto isso, o Sol segue brilhando — gratuitamente — para todos.