Silvio Alves, empresário preso em flagrante no Rio de Janeiro, é acusado de se passar por delegado da Polícia Civil para aplicar golpes em postos de combustíveis. Além disso, trabalhou em festas do senador Romário e concorreu a vereador na capital fluminense em 2024.
Na eleição, Alves disputou pelo Solidariedade e ficou como suplente, com 1.219 votos. Além disso, conhecido como Bradock, ele tem mais de 130 mil seguidores no Instagram.
Silvio Alves foi preso com arma e munições
Policiais da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) prenderam o empresário em flagrante nesta quarta-feira (28). Os agentes apreenderam com ele uma pistola calibre .40, carregadores e munições. Segundo a polícia, Alves não tinha porte de arma.
Em maio deste ano, Bradock publicou um vídeo em que reclamava do preço dos combustíveis. Na ocasião, ele divulgava uma empresa de gás.
Trabalho em festas de Romário
Nas redes sociais, Bradock compartilhava registros dos bastidores de eventos do senador Romário. Além disso, ele dizia que sua empresa de segurança havia sido contratada para trabalhar nas festas.
Em um vídeo publicado em janeiro deste ano, Alves aparece dando instruções a funcionários durante a festa de 60 anos do senador. Dois anos atrás, ele também publicou uma foto ao lado de Romário.
Na legenda, Bradock se apresentou como “o segurança do fenômeno do futebol brasileiro Romário” e escreveu que não ficaria de fora do aniversário. Ele agradeceu ao senador, a quem chamou de ídolo e grande amigo, e mencionou a família dele.
Fotos com Neymar e outras figuras públicas
Além dos registros com Romário, Bradock já publicou imagens de um trabalho ao lado do jogador Neymar. Além disso, ele apareceu com o ex-deputado estadual TH Joias, preso desde setembro do ano passado sob acusação de envolvimento com o Comando Vermelho no tráfico de armas e drogas.
Silvio Alves ainda publicou registros ao lado do ex-vereador Gabriel Monteiro, preso sob acusação de estupro e com o mandato cassado. Além disso, aparece em fotos com a advogada Deolane Bezerra, que está presa e é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital.