Engarrafamentos Crônicos Atormentam Usuários de Ônibus em Campo Grande

 

 

Campo Grande, um dos bairros mais pulsantes do Rio de Janeiro, está presenciando um verdadeiro caos no trânsito, principalmente na Estrada do Monteiro, conhecida por ser uma das principais artérias da região. O coração do problema bate mais forte desde o início das obras do Mergulhão, uma promessa de solução que agora parece mais um empecilho, fazendo parte do ambicioso projeto do Anel Viário. O resultado? Linhas de ônibus que conectam a Rodoviária de Campo Grande a bairros como Guaratiba e Sepetiba estão enfrentando tempos de viagem duplicados, e a paciência dos passageiros está no limite.

Uma viagem que antes era feita em até uma hora, agora se arrasta por quase duas. A comparação é alarmante: é como se viajasse da Rodoviária Novo Rio até a Região Serrana, uma distância geográfica e conceitualmente muito maior. O aumento do tempo de viagem não é apenas uma questão de inconveniência; ele reflete diretamente na frequência das linhas. Mesmo aumentando o número de ônibus em operação, o intervalo entre eles se alarga devido aos engarrafamentos, deixando os passageiros em uma espera sem fim.

Tomemos como exemplo a linha 867, de Campo Grande para Barra de Guaratiba, que agora opera com 20 ônibus. Dependendo do horário, um passageiro pode esperar em média 30 minutos por um ônibus, uma espera que pode se prolongar devido aos congestionamentos exacerbados pela construção do Mergulhão e outras interdições. O viaduto Alim Pedro, por exemplo, teve uma de suas faixas fechadas, criando um gargalo que afeta diretamente a mobilidade na região.

Esse problema não é exclusivo da linha 867. Outras rotas essenciais como 838, 852, SP852, 853, SV853, 866, SV866, 884, 2334, 2338, e 2803 compartilham do mesmo destino, transformando a jornada diária de milhares de passageiros em uma verdadeira odisseia. O grito de protesto vem não apenas dos usuários afetados, mas de toda a comunidade que clama por soluções efetivas e imediatas para restaurar a fluidez e a eficiência do transporte público na região.

A situação atual exige mais do que paciência; exige ação. Enquanto as obras do Mergulhão prometem eventualmente aliviar o tráfego a longo prazo, os responsáveis precisam encontrar soluções intermediárias que minimizem o impacto dessas mudanças na vida cotidiana dos cidadãos. Campo Grande merece mais do que promessas futuras; merece medidas que garantam a mobilidade urbana agora.

Fonte: transportes Zona Oeste

**Siga-nos em @transportesdazonaoeste para mais atualizações e informações sobre mobilidade urbana.**

#mobilidadeurbana #busologia #transportesdazonaoeste #jornalismo #campogrande