Os milicianos que fazem parte da quadrilha autointitulada Escritório do Crime chegam a cobrar R$ 100 mil por cada execução que praticam. O grupo paramilitar é alvo da Operação Tânatos, que a Polícia Civil e o Ministério Público estadual (MPRJ) fazem nesta terça-feira.
O bando é formado por policiais e ex-policiais matadores de aluguel e age há mais de 10 anos, principalmente na Zona Oeste. Eles são contratados para executarem desafetos de outras organizações criminosas.
“Os valores (cobrados) são diversos. Dependendo de quem eles iriam matar, eles cobravam valores que podem chegar a mais de R$ 100 mil”, conta o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.
Um dos crimes praticados pelo grupo foi a morte de Marcelo Diotti da Mata, assassinado no mesmo dia que a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Gomes, 14 de março de 2018, no estacionamento de um restaurante na Barra da Tijuca. Diotti já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis e era visto como desafeto pelos milicianos.
“Esse crime, no dia que a vereadora Marielle Franco morreu, nós entendemos que foi no incentivo de desvirtuar as nossas investigações. Nós tivemos, inicialmente, uma testemunha que desvirtuou a investigação, dificultando o início desse trabalho, com interesses escusos, inclusive para tomar uma milícia que atua em Jacarepaguá”, assinala Antônio Ricardo.