O ex-policial militar Daniel da Silva Manzouque, de 45 anos, foi morto a tiros na noite desta terça-feira (11), dentro de um bar localizado no bairro Engenho do Porto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime mobilizou policiais militares e deverá ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
De acordo com as informações preliminares, equipes do 15º BPM (Duque de Caxias) foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo em um estabelecimento comercial. Quando chegaram ao endereço, os agentes encontraram Daniel já sem vida.
Testemunhas contaram que o homem estaria dentro do bar quando foi surpreendido pelo criminoso. Segundo os relatos, o autor dos disparos teria chegado ao local utilizando uma motocicleta. Após atirar contra a vítima, o suspeito ainda teria entrado no estabelecimento e recolhido pertences de Daniel antes de deixar a região.
A dinâmica do assassinato ainda está sendo analisada pelos investigadores. Até o momento, não há informações oficiais que esclareçam se o objetivo principal do criminoso era matar Daniel ou se o homicídio ocorreu durante uma ação inicialmente motivada por roubo.
Segundo pessoas que conheciam a vítima, Daniel costumava frequentar a região do Engenho do Porto por causa de negócios que mantinha no bairro. A informação deverá ser considerada durante as investigações, que buscam identificar possíveis conflitos, ameaças anteriores ou outras circunstâncias que possam ajudar a esclarecer o crime.
Em nota, a Polícia Militar informou que Daniel foi excluído das fileiras da corporação em dezembro de 2023. Ainda segundo a instituição, o ex-PM possuía três anotações em sua ficha criminal.
A área do crime foi preservada para os trabalhos de perícia. Informações sobre imagens de câmeras de segurança e possíveis testemunhas também poderão ajudar os investigadores a reconstruir os momentos que antecederam e sucederam os disparos.
O corpo de Daniel foi encaminhado para os procedimentos legais. A investigação ficará sob responsabilidade da DHBF, que deverá realizar diligências para identificar o autor do crime, esclarecer a motivação e verificar se outras pessoas participaram da ação.
Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso. A autoria e a motivação do homicídio permanecem sob investigação da Polícia Civil.