OLHEM QUE HISTÓRIA 💓❤️
*📝Expulsa de casa por traficantes e sem familiares, mulher mora há quase 40 anos em unidade da PM*
*👉🏿Aos 6 anos de idade, ela perdeu a mãe que, aos 25 anos, morreu durante um aborto. Era 1962 e ela foi morar com a avó, que era cobradora em uma empresa de ônibus e a criou na Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.*
*👉🏿Assim começou a história de “Maria do 18°” – como a Maria de Fátima Dãauria da Silveira acabou ficando conhecida.*
Quando completou a mesma idade que a mãe tinha quando morreu, Maria perdeu também a avó – vítima de um derrame. O ano era 1981 e criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que controlavam o tráfico de drogas na CDD invadiram a casa delas.
Resgatada por policiais do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela, Maria recebeu abrigo na sede do 18°BPM (Jacarepaguá) – onde mora até hoje, aos 64 anos.
Não há uma pessoa dentro da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que não a conheça – pessoalmente ou através de relatos.
Nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, ela foi homenageada em vida pelo atual comandante do batalhão de Jacarepaguá, tenente-coronel Roberto Christiano Dantas, que reformou e reinaugurou o rancho da unidade o batizando com o nome de Maria.
“A Maria é uma lenda na corporação e agora está eternizada aqui”, destacou o coronel Dantas.
Já Maria, que há quase quatro décadas tem o 18°BPM como seu endereço residencial, era só alegria e gratidão.
“Agora vou almoçar e jantar todo dia aqui no rancho. Tem meu nome, né? Eu gosto muito desses meninos. Gosto de todos esses policiais”, enfatizou Maria, que é a única civil sem grau de parentesco com PMs a ter direito a atendimento médico nas unidades de saúde da corporação.
A conquista ocorreu através do coronel Gilson Pitta – que foi comandante-geral da PMERJ de janeiro de 2008 a julho de 2009. Na época, o oficial cadastrou Maria como sua dependente para que ela pudesse ter acesso à carteira do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom).




