A parceria entre a Coca-Cola e a Panini para a divulgação do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 acabou provocando uma situação inesperada em supermercados de várias regiões do Brasil. Redes varejistas passaram a registrar uma série de furtos e violações de embalagens após consumidores descobrirem que algumas garrafas da marca trazem figurinhas promocionais colecionáveis.
Segundo relatos divulgados por veículos de imprensa e funcionários de estabelecimentos, clientes estariam retirando os rótulos das garrafas ainda nas prateleiras para tentar encontrar figurinhas raras sem precisar comprar o produto. Em alguns casos, garrafas foram encontradas completamente sem rótulo, enquanto outras apresentavam sinais claros de violação.
A promoção faz parte de uma campanha nacional da Coca-Cola em parceria com a Panini, responsável pelo tradicional álbum da Copa do Mundo. As figurinhas estariam escondidas em embalagens específicas de refrigerantes, principalmente nas versões de 600 ml e 2,5 litros. A iniciativa rapidamente gerou grande repercussão entre colecionadores e fãs de futebol.
Com o aumento da procura pelas figurinhas, supermercados começaram a enfrentar prejuízos e transtornos operacionais. Funcionários relatam que precisam recolher constantemente produtos danificados das gôndolas, além de monitorar consumidores para evitar novos furtos. Em algumas lojas, medidas emergenciais foram adotadas, como a utilização de fitas adesivas, lacres extras e até a retirada temporária de determinados produtos das áreas de fácil acesso.
Casos foram registrados em diferentes estados brasileiros, envolvendo grandes redes de supermercados e lojas de conveniência. A situação também gerou debate nas redes sociais, onde vídeos mostrando garrafas rasgadas e consumidores procurando figurinhas viralizaram rapidamente.
Em nota divulgada à imprensa, a Coca-Cola afirmou que retirar os rótulos sem efetuar a compra do produto viola as regras da promoção e prejudica consumidores e comerciantes. A empresa também reforçou que a ação promocional deve ocorrer de forma responsável.
Enquanto a febre das figurinhas continua crescendo às vésperas da Copa do Mundo de 2026, supermercados tentam encontrar maneiras de conter os prejuízos causados pela corrida dos colecionadores atrás dos itens promocionais.