A Justiça determinou que Ronan Menezes do Rego, 27 anos, acusado de matar a tiros a ex-companheira, Jéssyka Laynara da Silva Sousa, 25, continue preso por tempo indeterminado. O juiz entendeu que o policial militar representa uma ameaça aos familiares e às testemunhas do caso. Ele também responde pela tentativa de homicídio contra Pedro Henrique da Silva Torres, 29.
Para o juiz de direito substituto Lucas Sales da Costa, pelo fato de o acusado ser servidor militar, é esperado que ele tenha uma conduta “minimante distinta no que tange ao próprio controle da ordem social”.
O juiz salientou que as ameaças que Jéssyka sofreu não foram apenas contra a vida dela, mas também, contra aos familiares dela, como irmãos, avó e mãe. Em depoimento, testemunhas e parentes da jovem afirmaram ter medo do acusado.
“Para garantir a integridade física e psíquica de testemunhas, vítima sobrevivente e familiares, é necessária a constrição cautelar do acusado, também por conveniência da instrução processual”, delimita o juiz.
Relembre o caso
Jéssyka foi assassinada com cinco tiros dentro de casa, na QNO 15, em Ceilândia, na tarde de 4 de maio deste ano. Ronan Menezes é o acusado de ter cometido o feminicídio, na frente da avó da jovem. Depois de matar a ex-namorada, ele seguiu para uma academia na EQNO 2/4, onde disparou três vezes contra Pedro.
Ronan se entregou na noite em que cometeu os crimes, no Batalhão Militar de Ceilândia, com a advogada de defesa. Posteriormente, foi conduzido para à 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) e, depois, transferido para o 19º Batalhão da PMDF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.
Cerca de duas semanas antes do crime, Jéssyka contou a uma amiga, por mensagens e áudios de WhatsApp, ter sido agredida por Ronan. A jovem foi espancada violentamente, mas decidiu não denunciar o ex. A colega da vítima é, atualmente, testemunha sigilosa do processo. À época, ela tentava terminar o relacionamento, de modo que a família não fosse afetada, pois Ronan ameaçava os parentes de Jéssyka.
Em 10 de agosto, ocorreu a primeira audiência sobre o assassinato de Jéssyka, no Tribunal do Júri de Ceilândia. Familiares, amigos e testemunhas contaram as versões. Ronan preferiu se manter em silêncio.