Em um movimento que está causando enorme repercussão global, a Fifa anunciou a entrega do recém-criado FIFA Peace Prize — o “Prêmio da Paz” — ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A homenagem será concedida durante o sorteio oficial da Copa do Mundo de 2026, em Washington, nesta sexta-feira (5), marcando a estreia de uma premiação que já nasce envolta em controvérsias.
Segundo a entidade, o prêmio tem como objetivo reconhecer figuras que, de alguma forma, tenham contribuído para a paz e para a unidade global. A escolha de Trump, no entanto, dividiu opiniões imediatamente após o anúncio. Para apoiadores, trata-se de um reconhecimento ao papel que o ex-presidente afirma ter desempenhado em negociações internacionais e acordos de aproximação entre países. Já para críticos, a decisão da Fifa é encarada como um gesto político e até mesmo como uma manobra de prestígio pessoal do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que mantém relação próxima com Trump.
A criação do prêmio também levantou questionamentos sobre transparência e critérios de seleção. Até o momento, a Fifa não divulgou publicamente os responsáveis pela escolha, tampouco detalhou o processo de avaliação utilizado para definir o vencedor inaugural. Organizações internacionais e analistas esportivos apontam que a iniciativa carece de clareza e pode colocar em risco a neutralidade histórica que o futebol busca manter em relação a disputas políticas.
Apesar das críticas, a entrega está confirmada e deve ser um dos momentos mais comentados do evento. Trump, que tem buscado recuperar relevância no cenário internacional, deve discursar durante a cerimônia e já sinalizou que vê o prêmio como um “marco histórico”.
A escolha promete seguir dominando manchetes no mundo inteiro — e reacendendo o debate sobre até onde o esporte pode (ou deve) se misturar com a política global.




