Em meio à repercussão envolvendo uma fotografia em que aparece ao lado de um homem apontado em investigações como um suposto “sicário” ligado ao banqueiro André Esteves Vorcaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou o caso e afirmou não ter certeza sobre a autenticidade da imagem.
Questionado sobre a fotografia, que voltou a circular nas redes sociais e em veículos de comunicação, o parlamentar declarou que sequer sabe se o registro é verdadeiro. Segundo ele, caso a imagem seja autêntica, trata-se apenas de mais uma entre as inúmeras fotografias que costuma fazer diariamente com pessoas durante compromissos públicos.
“Bom, eu não sei se é verdade. Se for verdade, é mais uma das várias que eu tiro todos os dias”, afirmou Flávio Bolsonaro ao ser questionado sobre o assunto.
A declaração reforça a posição já apresentada anteriormente por sua assessoria. Em nota divulgada após a divulgação da fotografia, a equipe do senador informou que ele não conhece o homem retratado e que não mantém qualquer vínculo pessoal com ele. A assessoria também afirmou que atribuir algum tipo de relação entre ambos apenas pela existência da fotografia seria uma conclusão precipitada.
A imagem passou a ganhar grande repercussão após a morte do homem que aparece ao lado de Flávio Bolsonaro. O indivíduo era investigado pelas autoridades e ficou conhecido na imprensa por ser apontado como um suposto executor de crimes, o que levou alguns veículos a utilizarem a expressão “sicário” ao se referirem a ele. Após sua prisão, ele morreu, fato que ampliou o interesse público em torno do caso.
Até o momento, não há qualquer informação divulgada pelas autoridades indicando que Flávio Bolsonaro seja investigado ou tenha sido alvo de qualquer procedimento relacionado às atividades atribuídas ao homem fotografado. A polêmica gira exclusivamente em torno da existência da imagem e da interpretação feita sobre ela.
Especialistas costumam destacar que políticos, artistas e outras figuras públicas frequentemente registram fotos com centenas de pessoas em eventos, aeroportos, cerimônias e encontros públicos, sem necessariamente conhecerem a identidade ou o histórico de quem solicita o registro.
Nas redes sociais, o episódio dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas questionam como a fotografia foi feita, outros defendem que não é possível concluir qualquer tipo de vínculo apenas pela existência de uma imagem, especialmente quando se trata de agentes públicos que participam de eventos com grande circulação de pessoas.
O caso continua repercutindo no cenário político e nas redes sociais, enquanto a declaração de Flávio Bolsonaro busca reforçar que, caso a fotografia seja verdadeira, ela representa apenas um registro casual, sem indicar qualquer relação pessoal com o homem retratado.