Numa manhã ensolarada, enquanto muitos se preparavam para iniciar mais um dia de suas rotinas monótonas, a ex-mulher de Buda decidiu brindar o Brasil com um espetáculo televisivo digno de um Oscar do deboche. Com fundo branco e uma cara limpa, mas com um cabelo sujo que mais parecia ter enfrentado uma tempestade, ela entrou ao vivo no programa da Ana Maria Braga, determinada a jogar a última pá de cal em cima do pobre Buda.
Testemunhar esse show de vaidade e vitimismo transmitido pela Rede Globo foi como assistir a um acidente de trem: você quer desviar o olhar, mas simplesmente não consegue. Enquanto a ex desfiava suas lamentações, eu, assim como muitos telespectadores, me via horrorizado com o circo midiático que estava sendo montado bem diante dos nossos olhos.
Ah, a Globo… Sempre pronta para capitalizar o sofrimento alheio e transformá-lo em entretenimento barato para as massas ávidas por escândalos. E lá estava ela, a ex de Buda, com seu rosto impecavelmente maquiado, tentando nos convencer de que era a vítima nessa história toda. Mas quem ela pensa que está enganando?
Enquanto ela despejava suas acusações e lágrimas de crocodilo, eu não pude deixar de me perguntar: onde estava essa preocupação com o bem-estar quando ela estava desfrutando das luxúrias da vida ao lado de Buda? Será que ela só descobriu sua consciência após a separação? Ou será que essa é apenas mais uma tentativa desesperada de manter-se relevante na mídia?
Confesso que, apesar de tudo, senti uma pontada de empatia por Buda. Não porque eu o conheça pessoalmente, mas porque é difícil não se solidarizar com alguém que está sendo usado como bode expiatório num espetáculo tão patético. Nunca fui do tipo que defende homem a todo custo, mas desta vez, não consigo evitar sentir que há algo de injusto nessa situação.
Enquanto a ex de Buda continuava sua saga de autocomiseração diante das câmeras, eu me vi desejando que Ana Maria Braga interrompesse essa palhaçada e nos poupasse de mais um minuto desse teatro grotesco. Infelizmente, o sensacionalismo venceu mais uma vez, e fomos obrigados a testemunhar até o fim esse espetáculo deplorável.
No final das contas, tudo o que restou foi um fundo branco, uma cara limpa, um cabelo sujo e um mar de lágrimas falsas. Mas a única coisa que ficou realmente clara é que, enquanto houver audiência sedenta por tragédia humana, a Globo continuará alimentando esse ciclo de sensacionalismo barato. E nós, espectadores, continuaremos assistindo, incapazes de desviar o olhar desse circo que chamamos de entretenimento.




