Uma história inusitada envolvendo trabalho, saúde e Previdência Social chamou a atenção em Minas Gerais. Deide Costa, de 43 anos, profissional do sexo, afirma ter sofrido uma grave lesão na coluna durante um atendimento a um cliente e agora busca junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o direito de permanecer afastada das atividades por 120 dias.
Deide conta que trabalha com serviços amorosos desde os 19 anos e que, ao longo desse período, sempre manteve suas contribuições previdenciárias em dia. Segundo ela, chegou o momento em que o corpo pediu uma pausa — e de uma maneira bastante inesperada.
De acordo com o relato, a lesão aconteceu durante um atendimento profissional. O que tornou o caso ainda mais curioso foi a posição realizada no momento do incidente. Segundo Deide, sua coluna travou enquanto ela estava na chamada “posição de girocóptero”.
Após o episódio, a profissional procurou atendimento médico e recebeu, segundo seu relato, um laudo recomendando quatro meses de afastamento. Com dores e limitações, ela afirma que não consegue exercer normalmente suas atividades e decidiu recorrer ao INSS em busca do benefício.
“Eu só quero os meus direitos garantidos por lei”, declarou Deide.
A preocupação agora vai muito além das dores físicas. Sem poder trabalhar durante o período recomendado pelos médicos, ela afirma que precisa do benefício para conseguir manter as despesas básicas e pagar as contas.
Segundo as informações divulgadas, a perícia médica necessária para avaliar o pedido ainda não foi realizada por causa de problemas técnicos. Enquanto aguarda uma solução, Deide permanece sem saber quando terá uma resposta definitiva sobre o benefício solicitado.
A situação também levantou dúvidas sobre os direitos previdenciários de trabalhadores que exercem atividades sexuais e contribuem regularmente para o sistema. Em casos de incapacidade temporária para o trabalho, o benefício depende do cumprimento dos requisitos previdenciários e da avaliação médica correspondente.
Deide afirma que, caso o pedido seja negado ou continue sem resposta, pretende procurar a Justiça para tentar garantir aquilo que considera seu direito.
Enquanto isso, a rotina profissional precisou ser interrompida. A famosa “posição de girocóptero”, que virou o elemento mais comentado da história, está oficialmente fora de operação — pelo menos até que Deide consiga se recuperar da lesão e descubra se poderá contar com o auxílio solicitado ao INSS.
O caso, além de inusitado, chama atenção para uma realidade enfrentada por trabalhadores autônomos: quando um problema de saúde impede o exercício da profissão, a ausência de renda pode rapidamente se transformar em uma preocupação ainda maior.
Agora, Deide aguarda a realização da perícia e uma definição do INSS sobre seu pedido de afastamento por 120 dias.