O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a causar polêmica ao defender, nesta quinta-feira (13), que líderes de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho (CV) sejam enviados para o CECOT, a temida megaprisão de segurança máxima em El Salvador, ou que o Brasil construa uma unidade semelhante em território nacional, preferencialmente na Amazônia.
Durante uma entrevista, Zema afirmou que o modelo adotado pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele tem mostrado resultados “impressionantes” na redução da criminalidade. “O Brasil precisa de medidas duras. Não dá para chefes de facções comandarem crimes de dentro das cadeias. Se for preciso, mandamos esses criminosos para um presídio como o de Bukele, onde não há regalias, só disciplina”, disse o governador.
O CECOT (Centro de Confinamento do Terrorismo) é considerado a maior prisão das Américas, com capacidade para 40 mil presos. O local ganhou repercussão mundial pelas imagens de milhares de detentos de gangues sendo mantidos sob forte vigilância e sem contato com o mundo exterior.
A proposta de Zema dividiu opiniões nas redes sociais e entre especialistas em segurança pública. Enquanto parte da população elogiou a ideia como “necessária e corajosa”, juristas e defensores dos direitos humanos criticaram o que chamam de “populismo penal” e alertaram para possíveis violações de direitos fundamentais.
Zema, por sua vez, reafirmou que o “Brasil precisa de prisões que amedrontem o crime organizado, e não que o fortaleçam”. O governador deve incluir o tema da segurança pública como um dos pilares centrais de sua campanha presidencial em 2026.