O Governo Federal divulgou uma atualização abrangente da lista dos criminosos mais procurados do país, destacando figuras que exercem forte influência sobre diferentes facções e territórios no estado do Rio de Janeiro. A nova relação reforça a preocupação das autoridades com a expansão das organizações criminosas e o impacto direto que elas causam na segurança pública fluminense.
Entre os nomes ligados ao Comando Vermelho (CV), aparecem três dos criminosos mais temidos e estratégicos da facção: Doca, Pezão e Abelha, todos identificados como lideranças que atuam nos Complexos da Penha e do Alemão, regiões que historicamente enfrentam confrontos constantes e forte presença armada. Esses indivíduos são apontados como responsáveis por determinar ordens dentro das comunidades, comandar operações ilícitas e manter o domínio territorial.
A lista também inclui figuras do Terceiro Comando Puro (TCP). Entre elas está Peixão, também conhecido como Mano Arão, atualmente liderança do Complexo de Israel, conjunto de favelas marcado pela intensa disputa entre facções. Outro nome de destaque é Lacosta, ou Salomão, que atua no Complexo da Serrinha, área igualmente crítica e alvo de operações frequentes das forças de segurança.
No campo da milícia, o Governo Federal aponta um dos mais influentes e violentos chefes desse tipo de organização no Rio: Naval, figura central no avanço das milícias na Zona Oeste e em outras áreas da cidade. Ele é considerado peça-chave no esquema criminoso que mistura extorsão, controle territorial e influência política.
Fechando a lista aparece Bernardo Bello, conhecido bicheiro e alvo de múltiplas investigações. Ele é acusado de envolvimento com o jogo do bicho, lavagem de dinheiro e articulações criminosas de grande porte.
A atualização da lista reforça a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades e destaca o poder das facções e milícias que, há décadas, moldam a realidade da violência no Rio de Janeiro.