Grande parte das notícias de saúde no Facebook são fake ou contém informações erradas, diz estudo

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Um levantamento feito pelo Health Feedback – grupo bipartidário americano dedicado a analisar a credibilidade da cobertura da imprensa para questões de saúde – junto com a Credibilty Coalition analisou os 100 mais populares artigos sobre saúde de 2018 (levando em conta sua popularidade no Facebook), e constatou que grande parte deles continha informações falsas ou imprecisas sobre o tópico que abordavam.

A análise foi atrás dos principais artigos do gênero publicados por veículos como a revista Time, NPR, the Huffington Post, Daily Mail, New Scientist, CNN e outros. Entre os 10 artigos mais compartilhados, três quartos destes continham informações imprecisas ou alguma informação falsa. Entre os dez mais lidos, há alguns absurdos, como um artigo que diz que bacon é tão perigoso quanto cigarros (compartilhado 587 mil vezes).

O destaque fica para a Times, que emplacou dois textos no top-10, sem problemas de credibilidade. No total foram três que passaram ilesos da análise, que constatou que muitos deles estavam sem contexto, ou mesmo que exageraram os males da ameaça, ou supervalorizaram as descobertas. Outro problema encontrado foi a análise errada dos dados.

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O levantamento da Health Feedback constatou que destes 10 artigos, 33% dos compartilhamentos foram para textos cientificamente pobres, 41% para textos neutros, e apenas 26% para links considerados “altamente científicos”. Dentro dos 100 artigos de saúde mais, os três tópicos mais comum foram: doenças/tratamento de doenças; comida e nutrição; vacinação

 

Segundo a instituição, o motivo para textos tão absurdos receberem tanta atenção são as chamadas tendenciosas e sensacionalistas, enquanto textos mais científicos não tem o potencial de “clickbait” – termo para textos feitos para clicar em algum link. Entre as redes sociais mais usadas para espalhar estes tipos de texto, o Facebook é responsável por 96% do tráfego, o que pode ser explicado por seu algoritmo, que incentiva o engajamento independente da veracidade das informações.

A empresa de Mark Zuckerberg já começou a tomar providências sobre o assunto, e no começo de de 2019, deletou dezenas de páginas dedicadas a espalhar notícias de pseudociências.

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