Guilherme Boulos reage à decisão dos EUA sobre PCC e CV e cita milícias do Rio ligadas aos Bolsonaro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, provocou forte repercussão nas redes sociais após comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Em publicação feita nesta semana, Boulos criticou a relação histórica entre políticos e grupos paramilitares no Rio de Janeiro e direcionou ataques à família Bolsonaro.

A reação aconteceu após autoridades norte-americanas anunciarem medidas mais duras contra organizações criminosas internacionais, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Segundo o ministro, a discussão sobre o combate ao crime organizado também deveria envolver as milícias que atuam no estado do Rio de Janeiro.

“Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?”, escreveu Boulos em uma postagem que rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou intenso debate político.

A declaração foi interpretada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma tentativa de politizar o tema da segurança pública e associar a família Bolsonaro às milícias cariocas. Parlamentares conservadores reagiram com críticas ao ministro e acusaram o integrante do governo federal de fazer acusações sem apresentar provas concretas.

Já apoiadores de Boulos afirmaram que a fala do ministro reforça a necessidade de ampliar o debate sobre organizações criminosas que atuam no país, incluindo grupos paramilitares envolvidos em extorsão, ocupação territorial e crimes violentos.

O assunto também movimentou o meio político em Brasília. Integrantes da oposição cobraram um posicionamento oficial do governo federal sobre a fala do ministro, enquanto aliados do presidente defenderam o direito de manifestação política de Boulos.

Até o momento, a família Bolsonaro não havia divulgado nota oficial sobre a declaração. O episódio, porém, aumentou ainda mais a tensão entre integrantes do governo e a oposição, principalmente em meio às discussões sobre segurança pública e combate ao crime organizado no Brasil.

A repercussão nas redes sociais segue intensa, com milhares de comentários divididos entre apoio e críticas à fala do ministro