Na última sexta-feira (24), um crime chocante foi descoberto em Mesquita, na Baixada Fluminense. Um homem de 34 anos, identificado como Paulo Cesar Pereira Junior, foi preso em flagrante por enterrar o corpo de sua avó no quintal de casa. A vítima, Adélia de Barros Silva, de 83 anos, foi encontrada após denúncias que levaram a polícia até a residência do suspeito, no bairro da Chatuba.
A 53ª DP (Mesquita) iniciou as investigações depois que um amigo da família estranhou a versão dada por Paulo sobre o falecimento da idosa. Segundo ele, o neto informou que sua avó havia sido sepultada no Cemitério de Mesquita. No entanto, ao buscar a confirmação da administração do local, a informação foi desmentida, levantando suspeitas sobre o paradeiro da idosa.
Diante da inconsistência do relato, os policiais decidiram ir até a casa do suspeito, onde se depararam com um monte de terra coberto por uma camada de cimento fresco nos fundos da residência. Ao ser questionado sobre o local, Paulo Cesar confessou que havia enterrado o corpo da avó ali mesmo. Após escavações, os agentes localizaram o corpo enrolado em um lençol.
A polícia acredita que a idosa tenha falecido na última quarta-feira (22), possivelmente de causas naturais. No entanto, a ocultação do cadáver levantou suspeitas sobre os motivos que levaram o neto a agir dessa forma, o que ainda está sendo investigado pelos agentes da 53ª DP.
Paulo Cesar Pereira Junior foi autuado em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e, após os procedimentos legais, foi encaminhado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O caso causou grande repercussão na vizinhança, que ficou surpresa com a descoberta. Segundo moradores, a idosa era conhecida por sua gentileza e frequentemente era vista na região. A polícia segue investigando se houve envolvimento de outras pessoas no crime e se o suspeito tinha algum histórico de transtornos mentais ou problemas financeiros que pudessem ter motivado a ocultação do corpo.
A pena para o crime de ocultação de cadáver pode variar de um a três anos de reclusão, além de multa. Contudo, as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo as reais circunstâncias da morte de Adélia de Barros Silva.
Familiares e amigos da idosa estão sendo ouvidos pela polícia para ajudar a entender o contexto da situação e fornecer mais informações que possam contribuir para o desfecho do caso.