A prisão de uma mulher suspeita de matar a própria enteada de apenas 12 anos chocou moradores de São João de Meriti e gerou forte repercussão nas redes sociais. O caso, que inicialmente era tratado pela polícia como estupro seguido de morte, ganhou uma reviravolta após a conclusão de exames periciais que descartaram violência sexual e apontaram inconsistências no depoimento da madrasta da vítima.
Segundo as investigações, a mulher identificada como Bianca Martins da Silva Oliveira foi presa sob suspeita de envolvimento direto na morte da adolescente. De acordo com a Polícia Civil, os investigadores passaram a desconfiar da versão apresentada pela madrasta após a análise do laudo cadavérico e de novas informações colhidas durante o andamento do inquérito.
A criança foi encontrada sem vida em circunstâncias consideradas extremamente violentas. Nos primeiros momentos da investigação, a hipótese principal era de que a menina teria sido vítima de abuso sexual seguido de assassinato. No entanto, os exames periciais descartaram sinais de violência sexual, fazendo com que a linha de investigação mudasse completamente.
Ainda segundo a polícia, contradições apresentadas pela suspeita durante os depoimentos levantaram alertas entre os agentes responsáveis pelo caso. A partir disso, novas diligências foram realizadas, culminando na prisão da madrasta.
Informações preliminares apontam que a suspeita teria alegado influência espiritual ou ligação com uma “entidade” para justificar o crime, fato que também passou a ser investigado pelas autoridades. A polícia busca agora entender a motivação do assassinato e se houve participação de outras pessoas na ação criminosa.
O caso provocou indignação entre moradores da Baixada Fluminense e reacendeu debates sobre violência contra crianças e adolescentes dentro do ambiente familiar. Nas redes sociais, internautas cobraram justiça e pediram punição rigorosa para os envolvidos.
O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto a investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. A Polícia Civil informou que novas testemunhas ainda serão ouvidas e que o caso continua em andamento.
A morte brutal da adolescente causou comoção e deixou a população perplexa diante da gravidade do crime.