A guerra entre grupos criminosos segue fazendo vítimas na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na tarde desta sexta-feira (5), mais um nome ligado à milícia foi executado, elevando para três o número de milicianos mortos somente nesta semana. A vítima, identificada como Mateus, era apontado como cobrador de uma das quadrilhas que atuam na região e havia saído recentemente da prisão.
O crime aconteceu em plena luz do dia, dentro de um salão de beleza localizado no bairro da Taquara. De acordo com informações iniciais, homens armados invadiram o local e executaram Mateus com diversos disparos, gerando pânico entre funcionários e clientes. Testemunhas relataram que os criminosos agiram rapidamente e fugiram antes da chegada da polícia.
Mateus era conhecido nos bastidores da milícia por atuar como cobrador do “arrego” – a taxa imposta a comerciantes, moradores e prestadores de serviço em áreas controladas pelo grupo. Ele havia sido preso há alguns meses, mas estava em liberdade há pouco tempo, o que levanta suspeitas de acerto de contas entre facções rivais.
A morte de Mateus é o terceiro caso semelhante registrado nesta semana. Os outros dois milicianos mortos foram identificados como Dudu Cerol e Fantasma, ambos com histórico de atuação violenta e forte influência dentro das milícias da Zona Oeste. Os assassinatos, ocorridos em diferentes bairros, indicam uma possível guerra interna ou uma ofensiva de grupos rivais interessados em tomar o controle de territórios lucrativos.
A Polícia Civil investiga se os três casos estão relacionados e trabalha com a hipótese de uma nova fase na disputa pelo domínio das regiões estratégicas da Zona Oeste, especialmente em bairros como Taquara, Gardênia Azul, Jacarepaguá e Campo Grande – todos conhecidos pela presença de milícias há décadas.
Moradores relatam viver um clima de tensão e medo, com o aumento da circulação de homens armados e frequentes confrontos. A sensação é de que uma nova guerra está em curso, com execuções planejadas e ataques cirúrgicos.
Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) estiveram no local do crime e recolheram imagens de câmeras de segurança e testemunhos que podem ajudar a identificar os responsáveis. A polícia também investiga se o crime foi cometido por ex-integrantes da mesma milícia ou por grupos concorrentes.
Enquanto isso, a população segue vivendo sob o medo, em meio a uma guerra silenciosa que segue fazendo vítimas a cada semana.