Idosa tem morte encefálica após cirurgia de lifting facial e família se revolta

 

Idosa tem morte encefálica após cirurgia de lifting facial e família se revolta: ‘entrou andando, vai sair num caixão’

Uma triste tragédia abalou a família de Vera Lúcia Beça Moutinho, uma idosa de 68 anos que teve morte encefálica declarada após se submeter a um procedimento estético em uma clínica de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, na última quinta-feira. Vera Lúcia realizou um lifting facial no Hospital da Plástica, mas enfrentou complicações graves após a cirurgia e foi transferida para o Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte, onde está internada. No último sábado, a família recebeu a devastadora notícia de que Vera Lúcia havia sido diagnosticada com morte cerebral devido à falta de oxigenação no cérebro. Agora, os parentes prometem lutar por justiça.

De acordo com o Hospital da Plástica, a paciente estava se recuperando no quarto quando foi observado um hematoma em seu rosto. Ela foi levada novamente ao centro cirúrgico para tratar o trauma, mas durante o procedimento, sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica conseguiu reverter a situação. No entanto, com a piora no estado de saúde de Vera Lúcia, ela foi transferida para outra unidade hospitalar.

Carlos Moutinho, irmão de Vera Lúcia, afirmou que ela já havia feito a mesma cirurgia seis meses antes, mas não estava satisfeita com os resultados. Por esse motivo, ela retornou ao mesmo hospital para realizar o lifting facial novamente.

“A médica relatou que a cirurgia foi bem-sucedida. Depois, ela foi para o quarto normalmente, mas o rosto começou a inchar. Levaram-na para fazer uma drenagem e ela foi sedada. Durante a sedação, ela teve uma parada respiratória. Eles conseguiram reanimá-la, mas aconteceu novamente. Então, como o Hospital da Plástica não tem UTI, minha irmã foi transferida para outro local”, disse Carlos Moutinho. Ele acrescentou com pesar: “Ela entrou andando, vai sair num caixão.”

No sábado à tarde, a sobrinha de Vera Lúcia foi ao hospital e o médico informou que a sedação foi interrompida, mas o cérebro não respondeu. Foi declarada a morte encefálica. Por protocolo, os aparelhos serão desligados neste domingo.

Carlos Moutinho mencionou que está considerando processar a clínica pela morte de sua irmã, que, segundo ele, era uma pessoa “perfeitamente saudável”.

“A informação que tenho é que uma médica residente realizou a cirurgia. Uma estudante sem experiência. Eles chamam isso de fatalidade. Mas em uma cirurgia facial?”, questionou ele.

Desde sexta-feira, Vera Lúcia está internada no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Em comunicado, a unidade de saúde informou que não pode fornecer informações sobre os pacientes sem a devida autorização da família.

A família da idosa foi convocada pelo hospital na tarde deste domingo e alega que não autorizará o desligamento dos aparelhos por enquanto, demonstrando sua indignação e determinação em buscar respostas e justiça para o ocorrido.

Diante desse trágico desfecho, surgem questionamentos sobre os procedimentos realizados no Hospital da Plástica e as circunstâncias que levaram à morte encefálica de Vera Lúcia. O irmão da vítima levanta preocupações sobre a qualificação da médica responsável pela cirurgia e destaca a gravidade do caso, especialmente em uma intervenção estética no rosto.

O Hospital da Plástica, por sua vez, expressou profundo pesar pela morte de Vera Lúcia e afirmou ter seguido todos os procedimentos necessários para garantir a segurança da paciente. A instituição se coloca à disposição para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e reforça sua conformidade com os rigorosos critérios estabelecidos pelos órgãos de controle.

O caso de Vera Lúcia Beça Moutinho desperta a atenção para a importância da segurança em procedimentos estéticos e levanta questões sobre a regulamentação e a fiscalização dessas práticas. É fundamental que as autoridades competentes investiguem minuciosamente o ocorrido e tomem medidas para evitar a ocorrência de incidentes similares no futuro.

Enquanto a família se mantém firme na busca por justiça, a paciente permanece internada no Hospital Badim, sob cuidados médicos. A decisão de desligar os aparelhos ainda aguarda a definição dos familiares, que, compreensivelmente, desejam obter mais informações sobre o caso e entender todas as circunstâncias que levaram à morte de sua ente querida.

Esse triste episódio ressalta a importância de garantir a segurança e a integridade dos pacientes em qualquer procedimento médico ou estético. A sociedade espera que as devidas investigações sejam conduzidas e que as medidas necessárias sejam tomadas para evitar futuros incidentes similares, protegendo assim a vida e a saúde daqueles que confiam em profissionais da área médica.