Camila Fogaça Torres, de 33 anos, residente em Santa Cruz, relatou a tristeza que sente ao enfrentar problemas com sua cadeira de rodas, que quebrou com menos de dois meses de uso. Camila enfatiza que não se trata de “mimimi”, mas sim de uma realidade dolorosa que muitas pessoas com deficiência enfrentam. No ano passado, ela sofreu um acidente de carro que a deixou paraplégica.
Através das redes sociais, ela expõe o desafio que enfrenta ao tentar viver e se deslocar pelas ruas do bairro, onde a acessibilidade e a mobilidade são inexistentes. As calçadas apresentam buracos, são pavimentadas com pedras e lama, indicando um abandono geral do local.
“Saio de casa frequentemente para minhas consultas médicas e tratamento, mas estou cansada de sempre voltar com minha cadeira de rodas quebrada. Na última vez, tive que gastar 88 reais para consertá-la, e pior, fiquei sem poder usá-la. Peço ajuda para que olhem por nós”, compartilha Camila.
Para alguns, o drama de Camila pode parecer simples, mas não é. É a realidade de muitas pessoas, incluindo crianças em carrinhos, idosos e outros cadeirantes como ela. A falta de acessibilidade prejudica a população em geral em sua mobilidade diária.
As fotos que Camila enviou, especialmente das ruas Império e Hermes da Silva em Santa Cruz, mostram que essa área não tem sido cuidada há muito tempo.
É humilhante ter que atravessar uma rua cheia de pedras soltas. Algumas pessoas precisam pedir ajuda para atravessar.
Falar sobre acessibilidade e inclusão é importante, mas é preciso que haja ações práticas no dia a dia. Camila tem todo o direito de reclamar e ser ouvida.
A coluna entrou em contato com a Prefeitura do Rio, que informou, em nota pela Secretaria de Conservação, que enviará uma equipe para inspecionar e programar a manutenção das ruas em Santa Cruz ainda esta semana.
A equipe de conservação também esclareceu que, de acordo com a lei, a responsabilidade pela manutenção e reparo das calçadas é dos proprietários, inquilinos, condomínios ou estabelecimentos comerciais. Portanto, a equipe da Secretaria de Conservação inspecionará as calçadas nessas ruas e notificará os responsáveis para que realizem os reparos necessários.
Não podemos deixar essa situação como está. Os moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro merecem melhorias na acessibilidade e mobilidade.



