A fábrica de fantasias que pegou fogo no Rio de Janeiro pode ter sido incendiada por um curto-circuito causado por ligações clandestinas de energia. A descoberta foi feita pela Polícia Civil e peritos que investigam as causas do incêndio.
Segundo as autoridades, todas as máquinas utilizadas pelos aderecistas no local estavam ligadas a um sistema de energia irregular, popularmente conhecido como “gato”. Agora, os investigadores buscam determinar se essa instalação clandestina teve relação direta com o início das chamas.
Máquinas funcionando com energia furtada
O incêndio, que destruiu grande parte da fábrica, chamou atenção pelo rápido avanço do fogo. Durante a perícia, os especialistas identificaram que a energia elétrica do local era desviada ilegalmente, sem passar pelo medidor oficial da concessionária de eletricidade.
De acordo com fontes ligadas à investigação, as máquinas usadas na produção de fantasias operavam a partir desse esquema clandestino. O alto consumo de energia somado à precariedade da fiação pode ter provocado um curto-circuito e dado início ao incêndio.
Investigação em andamento
A principal linha de investigação agora se concentra em determinar se a sobrecarga da rede elétrica clandestina causou o incêndio. Peritos do Corpo de Bombeiros e técnicos da empresa fornecedora de energia analisam os vestígios do fogo para identificar o ponto exato de origem das chamas.
Além disso, os responsáveis pela fábrica poderão responder criminalmente por furto de energia e, caso fique comprovado que o “gato” provocou o incêndio, podem ser acusados de incêndio culposo, caso tenha sido acidental, ou doloso, se houver indícios de negligência grave.
Prejuízos e riscos à vizinhança
O incêndio assustou moradores e comerciantes da região. Muitas pessoas relataram ter ouvido explosões antes das chamas se espalharem. “O fogo começou de repente e tomou conta de tudo muito rápido. Foi assustador”, contou um vizinho que testemunhou o incidente.
A fábrica operava há anos no local, e a descoberta da ligação clandestina levanta questões sobre a segurança das instalações e o risco que representava para a comunidade. Autoridades alertam que esse tipo de irregularidade não apenas configura crime, mas também coloca em risco a vida de funcionários e moradores próximos.
Próximos passos
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil aguarda laudos periciais para concluir se o furto de energia foi o estopim do incêndio. Enquanto isso, a concessionária de energia deve calcular o prejuízo gerado pelo desvio de eletricidade.
O caso também reforça a importância da fiscalização de instalações elétricas para evitar tragédias como essa. A polícia promete intensificar operações para identificar outros estabelecimentos que possam estar utilizando ligações clandestinas, prevenindo novos acidentes.




