INFLUENCIADORA É PRESA NO RIO POR VENDA ILEGAL DE REMÉDIOS PROIBIDOS NAS REDES SOCIAIS

 

 

 

 

Uma operação da Delegacia do Consumidor (Decon) resultou na prisão de uma influenciadora digital e de seu marido nesta semana, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O casal é acusado de comercializar medicamentos de forma ilegal por meio das redes sociais, prática que representa sérios riscos à saúde da população.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam perfis com grande alcance na internet para divulgar e vender remédios sem qualquer autorização dos órgãos competentes. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do casal, os policiais encontraram uma grande quantidade de medicamentos, suplementos alimentares e aparelhos eletrônicos usados para a divulgação e comercialização dos produtos.

Entre os itens apreendidos, chamou atenção a presença de emagrecedores à base de tirzepatida, substância que não possui liberação para venda no Brasil e é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O uso indiscriminado desse tipo de medicamento pode causar efeitos colaterais graves, como alterações hormonais, problemas cardiovasculares e complicações metabólicas.

De acordo com a Decon, os produtos eram vendidos sem prescrição médica, sem procedência comprovada e sem qualquer controle sanitário. A prática, além de ilegal, configura crime contra a saúde pública e contra o consumidor, uma vez que expõe compradores a riscos desconhecidos e pode provocar danos irreversíveis.

A influenciadora, que usava sua visibilidade nas redes para atrair clientes, passava uma falsa sensação de segurança ao público, prometendo resultados rápidos de emagrecimento. A polícia alerta que esse tipo de propaganda enganosa tem se tornado cada vez mais comum no ambiente digital, especialmente envolvendo produtos para emagrecimento e ganho de massa muscular.

O casal foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar possíveis fornecedores, outros envolvidos no esquema e o alcance da rede de comercialização ilegal.

A Polícia Civil reforça o alerta para que a população desconfie de medicamentos vendidos pela internet, especialmente aqueles que prometem resultados milagrosos. A orientação é sempre adquirir remédios apenas em farmácias regularizadas e com prescrição médica, denunciando práticas suspeitas às autoridades competentes.