O preço do iPhone pode sofrer um aumento significativo nos Estados Unidos caso a Apple decida repassar os custos adicionais gerados pelas novas tarifas de importação impostas pelo ex-presidente Donald Trump. De acordo com uma empresa de investimentos ouvida pela agência de notícias Reuters, o valor do dispositivo pode subir até 43%, elevando o preço máximo do modelo mais avançado para impressionantes US$ 2.300.
As tarifas fazem parte de uma política comercial que busca taxar produtos importados da China, onde a Apple fabrica grande parte dos componentes do iPhone. Essa medida, se implementada novamente em um eventual retorno de Trump à presidência, poderá impactar diretamente o custo final para os consumidores americanos. Segundo analistas, a empresa de tecnologia terá duas opções: absorver parte dos custos para manter a competitividade ou repassá-los integralmente para os clientes, o que resultaria no aumento expressivo dos preços.
Impacto para consumidores e para o mercado
Atualmente, o modelo mais caro da Apple, o iPhone 15 Pro Max com maior capacidade de armazenamento, já custa cerca de US$ 1.600 nos EUA. Com um acréscimo de 43%, esse valor poderia ultrapassar a marca dos US$ 2.300, tornando o aparelho ainda menos acessível para o público em geral. Esse aumento poderia afetar as vendas da empresa, levando consumidores a optarem por versões mais baratas ou até mesmo por concorrentes com preços mais competitivos.
A Apple tradicionalmente busca equilibrar os custos para não afastar os consumidores, mas essa nova taxação pode representar um grande desafio para a empresa. No passado, a companhia já enfrentou aumentos de tarifas semelhantes e, em alguns casos, optou por negociar isenções ou buscar alternativas para minimizar os impactos financeiros.
Reação do setor tecnológico
Empresas do setor tecnológico já demonstraram preocupação com as possíveis tarifas. A Apple, que depende fortemente da cadeia de produção na Ásia, teria dificuldades para deslocar toda a sua manufatura para outros países sem um aumento expressivo nos custos de produção. Além disso, fornecedores chineses também poderiam ser afetados, o que geraria um efeito cascata em toda a indústria.
Caso as tarifas entrem em vigor, consumidores poderão buscar alternativas como a compra de modelos mais antigos ou a espera por promoções e descontos. Especialistas indicam que, no curto prazo, a Apple deve avaliar estratégias para evitar que o impacto seja tão severo, mas a incerteza política pode dificultar o planejamento da empresa.
Se confirmadas, as novas taxas representarão um desafio tanto para a Apple quanto para seus clientes, que podem ter que desembolsar valores ainda mais altos para adquirir um dos smartphones mais desejados do mundo.