Israel afirma ter matado homem ligado ao sequestro de Shani Louk

No caso Shani Louk, Israel afirma que matou Tamer Muhammad Ibrahim al-Sabbagh, apontado como um dos homens ligados ao sequestro da jovem durante o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023.

Louk, tatuadora israelense-alemã de 22 anos, foi sequestrada no festival de música Nova, perto de Re’im. Uma imagem que marcou a cobertura do ataque mostrava cinco homens na caçamba de uma caminhonete com o corpo da jovem.

Caso Shani Louk: o que se sabe sobre os envolvidos

Al-Sabbagh aparecia na imagem, segundo o relato do Exército israelense. Três dos outros homens morreram no início da guerra entre Israel e Hamas, enquanto as forças israelenses prenderam o quarto.

Imagens registradas por um fotógrafo freelancer da AP mostraram uma mulher na caminhonete em Gaza. Mais tarde, ela foi identificada como Louk. Peritos confirmaram a morte da jovem no fim de outubro de 2023, após identificarem parte de seu crânio.

Em maio de 2024, soldados israelenses encontraram restos mortais de Louk em um túnel de dez metros sob uma casa no norte de Gaza. No local, também estavam os corpos de outros três reféns. O corpo dela foi recuperado em Rafah por tropas do Tzahal, o Exército israelense, e sepultado em uma grande cerimônia.

Israel aponta atividade de al-Sabbagh em Jabalia

De acordo com a inteligência israelense, al-Sabbagh planejava novos ataques contra tropas e civis israelenses enquanto estava em Jabalia. A agência Shin Bet também o acusou de tentar restaurar as capacidades do Hamas no norte de Gaza.

As autoridades israelenses classificaram essa atividade como uma “clara violação do cessar-fogo”. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel disseram que o homem foi morto para remover a ameaça que representava.

Além de al-Sabbagh, o ataque israelense desta terça-feira, 21, teria matado Akram Bassam Shaaban Yassin. Ele foi identificado como oficial sênior do aparato de segurança geral do Hamas.