Já ouviu falar de depressão vaginal? Isso existe (e tem cura)

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Lembra daquela cena em “Sex and the City” quando Charlotte vai ao ginecologista porque acha que tem candidíase e acaba descobrindo que, na verdade, ela tem uma depressão vaginal? Em termos médicos, Charlotte estava sofrendo de uma condição chamada de vulvodinia, e isto é algo bastante comum.

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A vulvodinia provoca dor na vulva (a parte externa da vagina) e não está necessariamente relacionada a uma causa específica. Em 2014, o Jornal Internacional de Saúde da Mulher calculou que cerca de 16% das mulheres ao redor do mundo sofrem de vulvodinia, em diferentes níveis, em algum momento da vida.

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A depressão vaginal pode afetar mulheres de todas as idades, ocorrendo com frequência em mulheres que, no geral, são saudáveis. O principal sintoma é uma sensação de ardência ou queimação – que pode ser desencadeada quando a vulva é tocada, seja durante o sexo ou ao inserir um absorvente interno.

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Algumas mulheres também têm problemas como vaginismo (quando os músculos ao redor da vagina se contraem involuntariamente), cistite intersticial (uma condição que provoca dor na bexiga), períodos menstruais dolorosos e síndrome do intestino irritável.

Embora a vulvodinia seja um problema de longo prazo (crônico) complicado para muitas mulheres, de acordo com um estudo recente, muitas delas podem se beneficiar através de sessões de terapia em grupo.

Pesquisadores da Faculdade de Saúde e Ciência da Universidade de Oregon, em Portland, descobriram que a maioria das mulheres que sofrem de vulvodinia apresentou uma melhora significativa em relação aos sintomas depois de seis meses de “terapia cognitiva-comportamental, em grupo, partindo da meditação”.

Embora seja mais comumente indicada para tratar ansiedade e depressão, esse tipo de terapia é também usado para tratar outros problemas de saúde psíquica e física.

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De acordo com o estudo, publicado no Journal of Lower Genital Tract Disease (Jornal sobre Doenças do Trato Genital Inferior), quando comparado com outros grupos de apoio, o grupo TCC provou ser mais eficaz em prover um melhor resultado, além de e oferecer “vantagens na redução do desconforto associado à vulvodinia localizada”.

A TCC poderia ajudar as mulheres com vulvodinia [Foto: Getty]

Como tratar a depressão vaginal

Shamir Patel, farmacêutico e diretor administrativo da chemist-4-u.com, explicou que a vulvodinia pode ser muito angustiante para quem tem que viver com essa condição, pois é um problema crônico.

“Ao contrário das DSTs, que são tratadas com antibióticos, a vulvodinia pode ser tratada com antidepressivos, que alteram a percepção da dor em vez de tratar o humor depressivo”.

De acordo com o especialista, cremes e lubrificantes vaginais ajudam a hidratar a área, e a aplicação gel térmico frio na vulva pode aliviar a dor.

“Aplicar um gel anestésico por cerca de 10 minutos antes da atividade sexual pode ajudar a melhorar os sintomas e tornar o sexo menos doloroso”, acrescentou o médico.

O uso de roupas íntimas feitas 100% de algodão e roupas mais folgadas também ajuda na prevenção e na evasão das dores,

“O bem-estar mental também é importante. A terapia e o aconselhamento, como a TCC, muitas vezes ajudam as mulheres a lidar com o impacto que a vulvodinia causa em suas vidas”, completou.

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