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Jovem que perdeu couro cabeludo em kart volta para casa

A volta de Débora Stefanny Dantas de Oliveira para casa aconteceu mais de dois meses após a jovem sofrer escalpelamento em um acidente de kart, na Zona Sul do Recife, no dia 11 de agosto. A ansiedade para voltar à rotina era tão grande quanto a vontade de ver seus três amores de quatro patas: Princesa Leia, Reiga e Caramelo

Uma equipe da TV Globo registrou o momento em que Débora, de 19 anos, reencontrou seus gatos. Antes mesmo de chegar ao local, ela já chorava de alegria pelo que estava para acontecer. “São a minha família. Quanto tempo eu esperei por isso”, disse.

Débora reencontrou os gatos três meses após sofrer acidente no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Enquanto estava internada, o noivo Eduardo Tumajan contou que uma das maiores preocupações de Débora eram os animais que tinham ficado em casa. A jovem pedia que levassem comida para os gatos todos os dias.

Após receber alta da unidade de saúde onde estava internada, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Débora se prepara para voltar às atividades normais até que precise passar por novas cirurgias, em 2020. Dessa vez, serão procedimentos estéticos.

“Não adianta ficar ansiosa com tratamento médico porque é tudo muito lento, com resultados demorados. Ano que vem vão colocar minha sobrancelha com 3% do couro cabeludo que sobrou. Estou ansiosa por isso porque a sobrancelha dá um formato ao rosto, mas nada absurdo. Estou tranquila. Todo tratamento vai ser em São Paulo”, contou em entrevista.

Débora deve passar por novas cirurgias em 2020 — Foto: Reprodução/TV Globo

Longe dos hospitais, o próximo desafio de Débora tem data marcada. Ela se organiza para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no domingo (3).

“Não estou me cobrando, mas o que puder fazer, revisar de última hora, farei. Vou dar o meu melhor mesmo que eu tenha passado um tempo sem ter esse estudo mais constante”, disse.

O noivo Eduardo não esconde a felicidade em acompanhar a recuperação de Débora. “Eu estou muito feliz de ver ela sorrindo o tempo todo. Poucas vezes eu vi ela entristecida, mas vi entediada por estar dentro de um quarto, sem poder passear. Ela gosta de sair, ver o sol, ver a natureza. Para ela foi muito difícil passar dois meses dentro de um quarto sem ver a luz. Estou muito feliz de estar agora aqui para descansar”, afirmou.

Em participação no Encontro com Fátima Bernardes, na segunda-feira (28), Débora falou sobre todo o processo após as cirurgias por consequência do acidente. “Eu sempre pensei que, se alguma coisa é inevitável, por exemplo, meu couro cabeludo não vai crescer, então por que vou sofrer por isso?”, questionou.

Segundo a estudante, o acidente a fez querer, ainda mais, tornar-se médica. “Já queria ser médica e isso me fez querer mais ainda, por ver que as pessoas precisam de humanidade. Às vezes, você vai ao médico e ele não te toca, não olha para você. É simplesmente a receita pronta, algo mecânico. Sei que toda profissão tem suas dificuldades, mas você tem que amar as pessoas para fazer isso. E eu amo as pessoas”, afirmou.

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