O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) expediu, neste sábado (25), mandados de prisão contra Alan Amolinario Gusmão e Leandra Victoria de Sousa Fortunato, acusados de assassinar Larissa dos Santos, de 25 anos. O corpo da jovem foi encontrado enterrado no canteiro de uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na última sexta-feira (24), após investigações conduzidas pela polícia.
Investigação aponta crime premeditado
De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Larissa estava desaparecida desde a última terça-feira (21), quando foi vista entrando em um carro de aplicativo no bairro Jardim da Viga, em Nova Iguaçu. A última localização registrada pelo celular da vítima indicava o bairro São Francisco, em Niterói, a cerca de 50 km de onde ela embarcou no veículo.
As investigações revelaram que Alan Gusmão, principal suspeito do crime, era casado, mas manteve um relacionamento com Larissa durante um período em que estava separado de sua esposa. No entanto, ele reatou o casamento com Leandra na semana do Natal. Familiares da vítima relataram que Alan dizia ser “apaixonado” por Larissa, o que levanta a hipótese de um crime motivado por obsessão ou vingança.
O desdobramento do caso levou os investigadores a descobrirem que, na última quarta-feira (22), Alan contratou um pedreiro da região para construir, com urgência, um canteiro de jardim no quintal de sua residência, localizada no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. No dia seguinte, em estado de nervosismo, ele voltou a procurar o mesmo profissional, desta vez pedindo ajuda para enterrar um corpo no local.
O pedreiro, assustado, recusou a solicitação e decidiu denunciar o ocorrido às autoridades. Com base nas informações fornecidas, a polícia realizou buscas na residência e encontrou o corpo de Larissa enrolado em um tapete e lençóis, enterrado no canteiro recém-construído.
Casal foragido e buscas em andamento
Com a descoberta do crime, os mandados de prisão foram emitidos contra Alan Gusmão e sua esposa, Leandra Victoria, que já são considerados foragidos. Segundo as investigações, Leandra teria participado ativamente do assassinato e é apontada como cúmplice. A polícia suspeita que a esposa possa ter participado do crime por ciúmes ou por temer que o marido deixasse o casamento para ficar com Larissa.
Além disso, os investigadores identificaram que foi Alan quem solicitou o serviço de transporte por aplicativo que levou Larissa até sua residência. A polícia está analisando imagens de câmeras de segurança e coletando depoimentos de testemunhas para esclarecer os últimos momentos da vítima antes do crime.
Família pede justiça
Familiares e amigos de Larissa estão abalados com a brutalidade do crime e exigem que os suspeitos sejam capturados o mais rápido possível. Em entrevista, a mãe da jovem declarou estar devastada e pediu que a justiça seja feita.
“Ela era uma menina cheia de vida, cheia de sonhos, não merecia isso. Nós queremos que esse casal pague pelo que fez com a minha filha”, disse a mãe, emocionada.
Nas redes sociais, o caso tem gerado grande repercussão, com internautas compartilhando mensagens de solidariedade e indignação com a violência. Perfis de ativistas contra a violência doméstica e feminicídio também têm cobrado uma resposta rápida das autoridades.
Relembre o caso
- 21 de janeiro: Larissa dos Santos desaparece após entrar em um carro de aplicativo no Jardim da Viga, em Nova Iguaçu.
- 22 de janeiro: Alan contrata um pedreiro para construir um canteiro no quintal de sua casa, levantando suspeitas.
- 23 de janeiro: O pedreiro é chamado novamente para ajudar a enterrar um corpo, mas se recusa e denuncia à polícia.
- 24 de janeiro: O corpo de Larissa é encontrado enterrado no local, enrolado em tapetes e lençóis.
- 25 de janeiro: Justiça expede mandados de prisão contra Alan e Leandra, que são considerados foragidos.
Buscas continuam
As autoridades seguem em diligências para localizar o casal, que pode estar tentando deixar o estado do Rio de Janeiro. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa ajudar na captura dos suspeitos seja repassada ao Disque Denúncia (2253-1177), com garantia de anonimato.
Enquanto isso, a população local está assustada com a brutalidade do crime e teme que Alan e Leandra ainda estejam escondidos na região.
O caso segue em investigação e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.




