A Justiça do Rio de Janeiro decidiu estender por mais três anos a permanência de Marcinho PV em um presídio federal, negando o pedido apresentado pela defesa para que ele retornasse ao sistema penitenciário estadual. A decisão reforça o entendimento das autoridades de que o detento ainda representa ameaça significativa à ordem pública, além de manter influência dentro da estrutura criminosa do Comando Vermelho.
Segundo o documento assinado pela Vara de Execuções Penais, a solicitação da defesa não apresentou elementos suficientes que demonstrassem mudança no comportamento ou redução do impacto que Marcinho PV pode causar caso volte ao Rio. Para o Judiciário, sua presença no estado poderia facilitar a retomada de conexões, articulações e ordens ligadas à facção criminosa.
As autoridades lembram que a transferência de Marcinho PV para o sistema federal foi, desde o início, motivada por sua forte atuação dentro do Comando Vermelho, sendo tratado como uma figura de influência estratégica dentro da organização. No entendimento da Justiça, tais condições permanecem inalteradas.
A permanência em presídio federal é considerada uma das ferramentas mais eficientes para quebrar o vínculo de líderes criminosos com suas bases, já que o regime é mais rígido, com limitações severas de comunicação e monitoramento reforçado. Por isso, o Ministério Público também se manifestou favorável à renovação da medida.
A defesa, por sua vez, alegava que a manutenção no sistema federal seria desnecessária e prejudicial, mas os argumentos não foram acolhidos. A decisão reafirma o compromisso das autoridades com o combate ao crime organizado e a proteção da sociedade, garantindo que figuras de alta periculosidade permaneçam isoladas de suas estruturas de comando.
Com a nova determinação, Marcinho PV seguirá em unidade federal por mais três anos, sem previsão de retorno ao Rio de Janeiro.