Justiça manda prender novamente o goleiro Bruno no caso Eliza Samudio

 

 

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, em um dos casos criminais mais chocantes e repercutidos do país. A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), após o ex-atleta descumprir regras impostas pela Justiça durante o período em que estava em liberdade condicional.

Bruno havia conquistado o benefício da liberdade condicional em janeiro de 2023, depois de cumprir parte da pena de mais de 22 anos de prisão à qual foi condenado por envolvimento no sequestro e assassinato de Eliza Samudio. No entanto, segundo informações do processo, ele teria violado condições obrigatórias para continuar fora da prisão.

Entre os pontos apontados pela Justiça está uma viagem realizada ao estado do Acre sem autorização judicial, o que é proibido para quem cumpre pena em liberdade condicional. Além disso, também foi mencionado o descumprimento de regras relacionadas ao recolhimento noturno. Uma publicação nas redes sociais mostrando o ex-goleiro fora de casa durante a noite teria sido usada como indício de que ele não estava respeitando as determinações judiciais.

Diante dessas irregularidades, a Justiça decidiu revogar o benefício concedido anteriormente. Com isso, foi expedido um mandado de prisão para que Bruno volte a cumprir sua pena em regime semiaberto.

O caso que levou à condenação do ex-goleiro aconteceu em 2010 e ganhou enorme repercussão nacional. Eliza Samudio, que afirmava ter um filho com Bruno, desapareceu após denunciar agressões e cobrar do jogador o reconhecimento da paternidade da criança. As investigações apontaram que a modelo foi sequestrada e assassinada, em um crime que chocou o Brasil pela brutalidade.

Em 2013, Bruno foi condenado pela Justiça pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, além de outros envolvidos no caso também terem sido julgados e sentenciados.

Mesmo mais de uma década depois, o caso continua sendo lembrado como um dos episódios criminais mais marcantes da história recente do país. Agora, com a nova decisão judicial, o ex-goleiro volta novamente ao centro das atenções, reacendendo a memória de um crime que chocou o Brasil e deixou marcas profundas na sociedade.