Uma decisão da Justiça colombiana provocou forte repercussão política e abriu um novo capítulo na corrida presidencial do país. Uma juíza de Bogotá determinou que o candidato Abelardo de la Espriella não poderá mais utilizar a camisa oficial da seleção colombiana em eventos de campanha, publicações nas redes sociais, peças publicitárias ou qualquer outro material relacionado à sua candidatura.
A medida foi tomada após questionamentos sobre o uso frequente do uniforme nacional como símbolo político. Segundo a magistrada, a camisa da seleção representa toda a nação colombiana e não deve ser associada a uma corrente ideológica, partido ou candidato específico. O entendimento da Justiça é que símbolos nacionais precisam permanecer neutros e desvinculados de disputas eleitorais.
Abelardo de la Espriella, que liderou o primeiro turno das eleições presidenciais com 43,74% dos votos, vinha aparecendo regularmente em eventos públicos vestindo a tradicional camisa amarela da seleção colombiana. Além disso, apoiadores do candidato também passaram a utilizar o uniforme como forma de demonstrar apoio à campanha, o que acabou gerando críticas de adversários políticos.
A controvérsia ganhou ainda mais força após manifestações de setores da sociedade civil e de representantes políticos que alegaram que o uso do uniforme poderia transmitir a ideia de que a seleção nacional estaria vinculada a uma candidatura específica. Diante da repercussão, a Federação Colombiana de Futebol reforçou que não apoia candidatos e que a entidade esportiva deve permanecer afastada das disputas eleitorais.
A decisão judicial tem caráter provisório, mas já produz efeitos imediatos. Caso descumpra a determinação, o candidato poderá enfrentar sanções estabelecidas pela Justiça colombiana. A defesa de De la Espriella informou que pretende recorrer da medida, argumentando que o uso da camisa representa apenas um símbolo de patriotismo e identificação com o país.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites entre política, patriotismo e símbolos nacionais. Enquanto apoiadores consideram a decisão uma restrição excessiva, críticos defendem que a medida protege a neutralidade de elementos que pertencem a toda a população.
Com a campanha entrando em sua fase decisiva, a polêmica promete continuar influenciando o debate político na Colômbia nas próximas semanas.