Laudo Pericial em 3D Descarta Queda Acidental e caso Henry Borel tem reviravolta

 

 

Um novo laudo pericial, elaborado com tecnologia de reconstrução em 3D, concluiu que o menino Henry Borel não morreu em decorrência de uma queda acidental, como chegou a ser alegado inicialmente. A análise técnica aponta que as lesões encontradas no corpo da criança são compatíveis com agressões ocorridas dentro do apartamento onde ele vivia, reforçando a tese de morte violenta.

De acordo com o documento, Henry apresentava múltiplos traumatismos espalhados pelo corpo, além de sinais claros de hemorragia interna. A perícia indica que as lesões não poderiam ter sido causadas por um único impacto ou acidente doméstico, mas sim por uma sequência de ações violentas. A reconstrução em 3D permitiu aos especialistas simular a dinâmica dos ferimentos, descartando definitivamente a hipótese de queda de pequena altura.

O uso da tecnologia tridimensional foi fundamental para detalhar a gravidade e a origem das lesões, oferecendo uma leitura mais precisa do que ocorreu nas horas que antecederam a morte do menino. Segundo os peritos, os padrões dos ferimentos sugerem agressões repetidas, incompatíveis com versões de acidente apresentadas ao longo das investigações.

O resultado do novo laudo deve ter impacto direto no julgamento da mãe e do padrasto de Henry, réus no processo que apura o caso. A conclusão reforça a acusação de que a criança foi vítima de violência dentro do próprio lar, um fator que pode pesar de forma decisiva na avaliação do júri.

O caso Henry Borel, que chocou o país e mobilizou debates sobre violência contra crianças, ganha agora um novo capítulo. Com o laudo em 3D, a Justiça passa a contar com mais um elemento técnico robusto para esclarecer as circunstâncias da morte e avançar na responsabilização dos envolvidos.