A cidade de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, foi palco de mais um crime brutal que choca a população e levanta um alerta sobre a violência contra a mulher. O corpo de Larissa Olimpio, de apenas 18 anos, foi encontrado pela Polícia Civil em uma área de mata próxima a um lago no município. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Rodrigo Mendonça Rodrigues, de 25 anos, que confessou o assassinato e a tentativa de ocultar o corpo.
Larissa estava desaparecida desde sexta-feira (28), o que mobilizou familiares e amigos em uma intensa busca por respostas. As investigações da Polícia Civil levaram ao paradeiro do suspeito, que foi encontrado escondido em uma casa abandonada no município vizinho de Araruama. Ao ser detido, Rodrigo admitiu ter enforcado, afogado e, em seguida, enterrado Larissa em uma cova rasa.
O crime tem um agravante que torna a situação ainda mais trágica: Larissa era mãe de gêmeos de apenas sete meses, filhos do próprio agressor. Agora, os bebês ficam órfãos de mãe e enfrentam um futuro incerto, longe da mulher que lhes deu a vida.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre a motivação do crime, mas casos como esse reforçam a urgência de medidas mais eficazes de prevenção e proteção para mulheres em situação de vulnerabilidade. O feminicídio é um problema crescente no Brasil, e a falta de acesso a proteção muitas vezes resulta em desfechos fatais.
Familiares e amigos de Larissa agora clamam por justiça. Nas redes sociais, a hashtag #JustiçaPorLarissa ganha força, refletindo a dor e a revolta de quem conviveu com a jovem e testemunhou sua luta pela vida. O caso também levanta debates sobre a necessidade de denunciar violência doméstica e garantir que mulheres possam contar com apoio antes que seja tarde demais.
Rodrigo Mendonça Rodrigues foi encaminhado para a delegacia, onde responderá pelo crime de feminicídio e ocultacão de cadáver. A polícia segue com as investigações para reunir todas as provas necessárias para o processo.
A morte de Larissa Olimpio é mais um lembrete doloroso da violência que muitas mulheres enfrentam diariamente. O caso reforça a necessidade de políticas públicas mais efetivas para prevenir crimes como esse e proteger vidas. A esperança de familiares e da sociedade é de que a justiça seja feita e que crimes como esse não fiquem impunes.