Uma gravação atribuída à empresária e lobista Roberta Luchsinger trouxe novos detalhes sobre a organização do Réveillon de 2024 para 2025 e colocou novamente o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no centro das atenções. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, Roberta teria feito uma encomenda de bebidas de luxo avaliada em quase R$ 18 mil e, durante a conversa com o fornecedor, mencionou uma preferência atribuída ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No áudio divulgado, Roberta teria dito: “E whisky pode ser o Macallan, que o Fábio gosta”. A frase teria sido dita enquanto ela acertava os detalhes da compra com um fornecedor de bebidas de Brasília. A encomenda, segundo a reportagem, teria ocorrido em 19 de dezembro de 2024 e alcançado o valor de R$ 17.925.
Entre os produtos mencionados estariam garrafas de whisky Macallan, champanhes, vinhos e outras bebidas de alto padrão. O pagamento, ainda segundo o material divulgado, teria sido realizado via Pix por uma empresa ligada a Roberta. A informação ganhou repercussão porque a empresária teria passado a virada do ano na companhia de Lulinha.
A publicação afirma ainda que Roberta declarou ao fornecedor que permaneceria em Brasília durante o Réveillon porque o presidente Lula também estaria na capital. Esse ponto, no entanto, exige cautela: o material divulgado não comprova que o presidente tenha participado da confraternização, tampouco demonstra, por si só, qualquer irregularidade na compra das bebidas.
A citação ao Macallan chamou atenção nas redes sociais justamente pelo valor associado à marca e pela referência direta a “Fábio”. Apesar da repercussão, o áudio, isoladamente, não prova crime, favorecimento, uso de dinheiro público ou qualquer outro ato ilegal. Até o momento, a informação central é a existência de uma gravação atribuída a Roberta, na qual ela menciona a preferência de Fábio por determinada marca de whisky durante a organização da festa.
O episódio também ocorre em meio a reportagens sobre a proximidade entre Roberta Luchsinger e Lulinha, incluindo viagens e despesas que vêm sendo analisadas no contexto de investigações. As defesas envolvidas, entretanto, negam irregularidades.
Por isso, a revelação deve ser tratada com atenção aos fatos disponíveis. A compra de bebidas de luxo e a menção ao nome de Lulinha são elementos que despertam interesse público, mas não autorizam conclusões além do que efetivamente foi documentado. O caso pode ganhar novos capítulos caso outras gravações, documentos ou depoimentos venham a público.
Enquanto isso, a frase sobre o “Macallan que o Fábio gosta” segue como o trecho mais comentado da gravação e alimenta novas discussões sobre a relação entre Roberta, Lulinha e os encontros realizados naquele período.
A repercussão reacendeu questionamentos sobre quem participou da comemoração, quem arcou com as despesas e qual era a natureza do encontro. Até que surjam informações adicionais, perguntas permanecem abertas. O conteúdo divulgado permite confirmar a fala atribuída a Roberta, mas não sustenta acusações de ilegalidade contra os citados.