O nome de Thaianna Cristina Mesquita, mais conhecida como Thay Magalhães, foi citado nas investigações do Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil na última quarta-feira (03). A ex-rainha de bateria é acusada de negociar apoio político com membros da alta cúpula da milícia do Tandera. A investigação faz parte da operação Epilogue, que busca cumprir mandados de prisão contra integrantes da segunda maior milícia do Rio.
Thay Magalhães foi identificada em uma das fotos capturadas pelo Ministério Público, em que aparece na reunião com milicianos. Outros dois políticos pré-candidatos às eleições de 2020 também estavam presentes no encontro, Cornélio Ribeiro, pré-candidato a prefeito de Nova Iguaçu, e Luciano Henrique Pereira, pré-candidato a prefeito de Seropédica. As investigações indicam que os cargos seriam dados aos políticos em troca de secretarias de governo, nomeações para cargos públicos e licitações fraudulentas.
A investigação teve sucesso após as quebras de sigilo dos dados telemáticos autorizadas judicialmente para análise. Foram identificadas gravações entre a alta cúpula da organização criminosa e os pré-candidatos às prefeituras de Nova Iguaçu, Queimados e Seropédica. Embora não tenham sido eleitos, a acusação aponta para a gravidade do esquema e para a necessidade de intensificar as investigações contra a corrupção e a ligação entre política e milícia.