Um crime brutal chocou moradores da Baixada Fluminense neste fim de semana. Samuel de Araújo Salido, de 32 anos, foi sequestrado e executado por traficantes no município de Belford Roxo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, após criminosos o confundirem com integrante de milícia que atua na região.
De acordo com informações iniciais, Samuel estava em um bar acompanhado de amigos quando homens armados chegaram ao local e iniciaram uma abordagem violenta. Os criminosos teriam recebido informações equivocadas de que algumas pessoas presentes no estabelecimento teriam ligação com grupos paramilitares rivais que disputam território na cidade.
Durante a ação, Samuel e outros amigos foram rendidos e levados à força pelos traficantes. Testemunhas relataram momentos de grande tensão e pânico no estabelecimento, enquanto clientes e moradores tentavam entender o que estava acontecendo.
Segundo relatos apurados posteriormente, Samuel foi levado pelos criminosos para uma área dominada pelo tráfico, onde teria sido interrogado e submetido a agressões. Os amigos que estavam com ele também foram espancados durante o sequestro, mas acabaram sendo liberados horas depois.
Já Samuel não teve a mesma sorte. O corpo do marceneiro foi encontrado posteriormente às margens de um rio na localidade de Castelar, também em Belford Roxo. A vítima apresentava sinais evidentes de violência, reforçando a suspeita de execução promovida pelo grupo criminoso.
Familiares e amigos ficaram profundamente abalados com o caso. Pessoas próximas afirmaram que Samuel era trabalhador, conhecido na região e não possuía qualquer envolvimento com atividades criminosas. A principal linha de investigação aponta que ele foi morto após ter sido confundido pelos traficantes com integrante da milícia.
O caso evidencia mais uma vez o cenário de guerra urbana vivido em diversas áreas do estado do Rio de Janeiro, especialmente na Baixada Fluminense, onde facções criminosas e grupos milicianos travam disputas violentas pelo controle territorial.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso e trabalha para identificar os responsáveis pelo sequestro, tortura e assassinato de Samuel. Até o momento, ninguém foi preso.
A execução gerou forte repercussão nas redes sociais e revolta entre moradores da região, que cobram respostas e mais segurança diante da escalada da violência.




