Uma ação conjunta entre a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) resultou na prisão de Douglas Vinicius Costa Moreira, conhecido como “DG”, nesta sexta-feira (XX). A captura ocorreu no bairro de Guandu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Douglas Vinicius é apontado como um dos principais integrantes da temida “Milícia do Boto”, grupo paramilitar que há anos impõe medo e controla atividades criminosas na região. Além disso, ele é considerado o braço direito de André Boto, chefe da organização criminosa que, mesmo preso, continua exercendo forte influência sobre a estrutura do grupo.
Investigação e prisão
As investigações que levaram à prisão de “DG” foram conduzidas pela DRFA, especializada em crimes de roubos e furtos de veículos. Durante o monitoramento da quadrilha, os agentes identificaram a forte atuação da milícia no controle de transporte alternativo, cobrança de taxas ilegais e grilagem de terras na Zona Oeste.
A operação foi planejada com apoio da DRACO, responsável pelo combate a organizações criminosas. Após a identificação do paradeiro de Douglas Vinicius, os agentes montaram um cerco na área do Guandu. O criminoso tentou fugir ao perceber a movimentação policial, mas foi rapidamente capturado sem oferecer resistência.
No momento da prisão, os policiais encontraram com ele um rádio comunicador, uma pistola e dinheiro em espécie. O material apreendido será analisado para identificar possíveis ligações com outros membros da milícia.
A influência da “Milícia do Boto”
A “Milícia do Boto” tem atuação forte em diversos bairros da Zona Oeste, sendo responsável por uma série de crimes, incluindo extorsão de comerciantes, venda ilegal de terrenos, exploração de serviços clandestinos e até assassinatos encomendados.
Mesmo preso, André Boto ainda comanda as operações do grupo de dentro da cadeia. Sua rede de contatos e a estrutura montada ao longo dos anos permitiram que a organização continuasse atuando, mesmo após diversas operações policiais.
A prisão de “DG” é considerada um duro golpe contra a milícia, pois ele desempenhava um papel fundamental na administração das atividades criminosas, sendo o elo direto entre o chefe preso e os membros soltos.
Próximos passos
Douglas Vinicius foi levado à delegacia, onde prestou depoimento e foi encaminhado ao sistema penitenciário. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros integrantes da milícia e possíveis ramificações da quadrilha em novas áreas da cidade.
A população da Zona Oeste convive há anos com a presença de grupos paramilitares que exploram serviços ilegais e impõem regras à força. A prisão de um dos principais membros da Milícia do Boto representa um avanço no combate ao crime organizado na região, mas a luta contra a milícia ainda está longe do fim.