Motorista que atropelou e matou idosa em Campo Grande responderá por homicídio culposo

No dia 1° de junho, um trágico acidente ocorreu na Estrada do Campinho, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultando na morte de Iracilda Cardoso Heringer, de 65 anos. O motorista responsável pelo atropelamento fugiu do local, mas agora enfrentará acusações de homicídio culposo, caracterizado pela falta de intenção de matar, com aumento de pena devido à omissão de socorro.

De acordo com informações da Polícia Civil, o laudo da perícia ainda está pendente, mas assim que for divulgado, o caso será encaminhado à Justiça. Ainda abalados pela triste notícia, familiares e amigos se preparam para o sepultamento de Iracilda, que ocorrerá nesta quinta-feira (8), em Paciência, Zona Oeste.

Iracilda era auxiliar de enfermagem e estava a caminho de seu trabalho no Hospital Estadual Eduardo Rabello, localizado em Senador Vasconcelos, Zona Oeste, quando ocorreu o acidente fatal. Imagens de uma câmera de segurança instalada na rua capturaram o momento do atropelamento. No vídeo, é possível observar que o motorista vinha em baixa velocidade antes de atingir a idosa. Ela aparentemente percebe a aproximação, mas talvez acredite que o condutor iria parar.

No entanto, o motorista não reduz a velocidade, atropela Iracilda e passa por cima do seu corpo. Após a colisão, ele foge do local sem prestar socorro à vítima. O condutor se apresentou à 35ª DP (Campo Grande) na sexta-feira (2), mas optou por não fornecer qualquer declaração. Acompanhado de seu advogado, afirmou que só falaria em juízo.

O Corpo de Bombeiros foi chamado ao local do acidente às 6h55 e encontrou Iracilda em estado grave. Ela foi prontamente encaminhada ao Hospital Municipal Rocha Faria, no mesmo bairro. Após lutar pela vida por cinco dias, Iracilda não resistiu aos ferimentos e faleceu.

A comunidade local está abalada com a perda de Iracilda, descrita como uma pessoa dedicada e amável. Agora, espera-se que a Justiça possa conduzir o caso de forma justa e adequada, considerando a gravidade do ocorrido. A morte trágica de Iracilda serve como um lembrete sobre a importância de respeitar as leis de trânsito e agir de forma responsável ao volante, para evitar tragédias como essa no futuro.