Motorista que se recusou a levar passageira transexual é banido da Uber

O caso de uma passageira que teve a corrida recusada por um motorista de Uber por ser transexual repercutiu bastante na internet. Na última segunda-feira (9), Darllen Sacramento, de 28 anos, solicitou um carro por aplicativo no Rio de Janeiro e, quando o motorista passou por ela, não quis parar para que ela entrasse. No chat do próprio app, ele perguntou “travesti?”, depois disse “desculpe, mas não dá”.

situação de preconceito foi denunciada por uma amiga da passageira no twitter. Ela escreveu “vou postar aqui pra dar voz a uma mana trans que sofreu uma transfobia de um motorista da Uber, quero deixar a cara desse palhaço bem conhecida! E que a @Uber_Brasil tome providências!”

Em um grupo no Facebook, Darllen desabafou:

“Sofri um preconceito muito grande, passei uma vergonha imensa e isso não desejo para ninguém. O Uber recusou a me pegar por ser trans e eu fiquei duas horas esperando. Queria pedir o apoio de vocês para divulgar, porque isso não pode ficar assim”.

Em resposta no Twitter, a Uber disse lamentar muito a experiência de discriminação que Darllen enfrentou. Ao Jornal Extra, a empresa ratificou a posição, dizendo que assim que tomaram conhecimento da denúncia, baniram o motorista do aplicativo.

Criminalização da LGBTfobia

Em junho, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tornou a LGBTfobia — a intolerância contra homossexuais — crime, sendo considerada uma conduta inafiançável e imprescritível.

Até que o Congresso Nacional edite lei específica, as condutas homofóbicas e transfóbicas, reais ou supostas, se enquadram nos crimes previstos na lei de racismo (Lei 7.716/2018). A pena varia entre um e cinco anos de reclusão, de acordo com a conduta. E, no caso de homicídio doloso, constitui circunstância que o qualifica, por configurar motivo torpe.